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ABERTURA DA COLHEITA

Irrigação é fator-chave na produtividade da noz-pecã no RS

Evento em Nova Pádua abriu oficialmente a colheita da cultura com ato simbólico e palestras sobre produção e mercado

Publicado em: 08/05/2026 às 17h:00 Última atualização: 10/05/2026 às 17h:26
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Abertura Oficial da Colheita em Nova Pádua teve a presença de pesquisadores e de produtores, que apresentaram os ganhos no pomar a partir do investimento em sistemas de irrigação | abc+



Abertura Oficial da Colheita em Nova Pádua teve a presença de pesquisadores e de produtores, que apresentaram os ganhos no pomar a partir do investimento em sistemas de irrigação

Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

Com uma projeção de colher até 8 mil toneladas, a abertura da colheita da noz-pecã no Rio Grande do Sul trouxe também perspectivas de desenvolvimento da cultura no Estado. O destaque foi para o emprego de sistemas de irrigação como principal aliado da produtividade.

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O ato de abertura da colheita ocorreu, na sexta-feira (8), em Nova Pádua, na Serra Gaúcha, marcado não só pela cerimônia, mas também por troca de conhecimento e experiências entre produtores e pesquisadores. Houve também a presença de representantes do governo do Estado e do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan).

A irrigação nos pomares de nogueira-pecã e seus reflexos na produtividade e na lucratividade foi debatido por painelistas durante o evento. O professor Ezequiel Saretta, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), falou sobre irrigação em nogueira-pecã, voltada à estabilização da produção, e enfatizou que irrigação é investimento.

Diretor técnico do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), engenheiro agrônomo Jaceguay Bastos, falou sobre os princípios da irrigação, que variam conforme a região, o que exige um bom projeto, específico de acordo com as características do solo de cada propriedade. Também abordou aspectos sobre o ponto de colheita da noz-pecã nos ciclos precoce, médio e tardio, além da qualidade da fruta.

Potencial para desenvolvimento futuro da noz-pecã

O Rio Grande do Sul é responsável por cerca de 90% da produção nacional de noz-pecã, em uma área estimada de 7.300 hectares cultivados por aproximadamente 1.600 produtores. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), a expectativa é colher até 8 mil toneladas de noz-pecã nesta safra.

“É uma cultura que vem crescendo em produção e que não tenho dúvida de que vamos nos consolidar como um grande produtor no cenário mundial. E para isso é importante nos posicionarmos de forma efetiva perante o mercado. Precisamos colocar a pauta da noz-pecã nos acordos internacionais, porque o Estado tem potencial, e a Secretaria da Agricultura é parceira para essas discussões”, destacou o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena.

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Madalena também falou sobre a relevância da irrigação na cultura da noz-pecã e enfatizou a política pública do governo do Estado, por meio do Programa Irriga+RS, que apoia o produtor rural com subvenção direta para a implantação de sistemas de irrigação. Ele lembrou que os produtores Arlindo e Vânia Marostica, proprietários da sede que recebeu o ato de colheita, foram beneficiários do programa. “A pecanicultura no Rio Grande do Sul está crescendo de forma organizada, com tecnologia e qualidade”, afirmou.

Abertura oficial na Serra Gaúcha

A programação ocorreu no Salão Comunitário da Capela Sagrado Coração. Após as palestras e os discursos de autoridades, os participantes se deslocaram até a propriedade de Arlindo Marostica para o ato de abertura da colheita. A expectativa do IBPecan é colher até 8 mil toneladas de noz-pecã nesta safra.

A Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã foi promovida pelo IBPecan, pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e pelo programa Pró-Pecã, iniciativa voltada ao fomento da cultura no Estado, com apoio da Emater e da Embrapa.

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