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ALERTA SANITÁRIO

Rio Grande do Sul registra dois focos de raiva herbívora

Doença é transmitida por morcegos hematófagos; as ocorrências devem ser informadas ao serviço de inspetoria veterinária

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Publicado em: 01/06/2025 às 16h:21 Última atualização: 01/06/2025 às 16h:36
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A ocorrência de dois focos de raiva herbívora no Rio Grande do Sul, registradas em maio, reforça a necessidade de cuidados para com a doença que afeta animais e humanos. O Estado vive em alerta sanitário para raiva herbívora desde fevereiro de 2024. As ocorrências recentes foram registradas na região Norte, no início e no fim de maio. A raiva herbívora é transmitida por morcegos hematófagos.

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Controle da transmissão da raiva por morcegos é feito por equipe especializada | abc+



Controle da transmissão da raiva por morcegos é feito por equipe especializada

Foto: André Witt/ Divulgação/ Seapi

Para evitar novos focos e a morte de animais, técnicos da Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), têm intensificado ações de orientação junto aos produtores.

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O objetivo é fomentar a vacinação e monitorar o rebanho, localizando as colônias de morcegos para comunicar as Inspetorias de Defesa Agropecuária (IDAs), a fim de adotar práticas de controle que evitem a transmissão da raiva herbívora.

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“A vacinação e, principalmente, o monitoramento constante do rebanho por parte dos produtores são essenciais para prevenir surtos e ataques de morcegos nos animais e proteger a produção pecuária”, destaca Carlos Roberto Viera da Cunha, médico veterinário, responsável pela área de Defesa Sanitária Animal da Emater/RS-Ascar na região de Porto Alegre.

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As orientações de prevenção e registro de casos de raiva incluem palestras, visitas técnicas e distribuição de materiais educativos, que destacam a importância da notificação imediata em casos suspeitos de mordeduras em rebanhos ou morte de animais com sintomas neurológicos. A atuação técnica vai desde a educação sanitária, com o foco em orientar produtores sobre os sintomas e a prevenção da raiva.

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Como é feita a contenção da doença 

A detecção e o georreferenciamento das colônias de morcegos hematófagos são fundamentais para o controle populacional. Em situações de surtos, equipes especializadas, utilizando Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), capturam os morcegos, aplicando pasta anticoagulante em alguns indivíduos e, em seguida, soltando-os de volta à colônia.

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O veterinário explica que, devido ao comportamento social e à prática de lambedura mútua, a pasta é facilmente transmitida entre os morcegos, contaminando-os e, assim, auxiliando no controle da população.

O morcego hematófago alimenta-se de sangue, de preferência de animais de grande porte, como bovinos e equinos. Sua atividade é noturna, e os sinais mais evidentes de sua presença incluem feridas circulares superficiais. “Onde há mordedura, há risco. O produtor tem a obrigação sanitária de comunicar os órgãos especializados. Só assim é possível fazer o georreferenciamento dos abrigos e criar uma estratégia de controle”, alerta Vieira.

Vacinação é a medida mais eficaz para conter a raiva herbívora

Como a raiva pode passar para o ser humano, a principal medida preventiva continua sendo a vacinação, em especial nas regiões onde há registros da doença ou presença de colônias de morcegos hematófagos. A vacinação pode ser realizada pelo produtor durante todo o ano, conforme recomendação dos escritórios municipais da Emater/RS-Ascar e das IDAs.

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Os morcegos, de modo geral, desempenham papéis ecológicos fundamentais, como o controle de insetos e a polinização. No caso dos hematófagos, é preciso diferenciar das demais espécies, que não oferecem risco à produção agropecuária. São animais silvestres e estão protegidos pela legislação ambiental. Apenas os técnicos especializados da Seapi têm autorização para manipulação destes animais.

As ações de educação sanitária realizadas pela Emater/RS-Ascar fazem parte de uma estratégia de cuidado à saúde animal e humana no meio rural, e são feitas através do diálogo direto com os produtores, buscando reforçar a importância do monitoramento constante e da adoção de práticas preventivas que protejam os rebanhos e as famílias do campo.

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Em casos de suspeita da presença de morcegos hematófagos ou de surtos de raiva, os produtores devem informar os órgãos especializados para que sejam tomadas as providências adequadas.

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