Uma ameaça de ataque a escolas de Novo Hamburgo, que passou a circular nas redes sociais na tarde da última quinta-feira (7), mobilizou pais, professores e autoridades da cidade. Embora não houvesse confirmação da veracidade da mensagem, o alerta causou apreensão generalizada e teve reflexos diretos no funcionamento das instituições de ensino nesta sexta-feira (8).

Foto: Isaías Rheinheimer / GES-Especial
Enquanto a rede municipal e boa parte das escolas privadas optaram pela suspensão das aulas, as escolas estaduais mantiveram o funcionamento, por determinação do Governo do Estado. No entanto, a presença de alunos é mínima em muitas delas, diante do medo das famílias de uma possível ação violenta.
O que se sabe até agora sobre ameaças a escolas de Novo Hamburgo
O Instituto Estadual Seno Frederico Ludwig, no bairro Canudos, atende cerca de 1.100 alunos apenas no turno da manhã, mas nesta sexta-feira, somente seis estudantes compareceram às aulas. A baixa adesão refletiu o clima de insegurança que tomou conta da comunidade escolar.
Para tentar trazer tranquilidade à comunidade escolar, as direções das escolas decidiram reforçar a segurança com a contratação de vigilantes privados, e o patrulhamento nas proximidades foi intensificado com o apoio da Guarda Municipal e da Brigada Militar. Viaturas devem circular com frequência no entorno das escolas ao longo do dia, como forma de inibir qualquer possibilidade de ataque.
No bairro Rio Branco, o Colégio 25 de Julho, que atende mais de mil alunos entre os três turnos, também registra salas vazias. No turno da manhã, de um total de 500 alunos, apenas sete apareceram. Segundo a diretora da escola, Janaína Barbosa de Souza, a tensão já havia começado no dia anterior, com a avalanche de mensagens enviadas por pais preocupados. “Ontem foi um dia muito tenso. Muitas mensagens, com pais perguntando sobre o assunto que tomou conta da cidade, querendo uma resposta imediata, e a gente esperando o retorno da coordenadoria”, relatou.
Ela explica que a orientação da 2ª Coordenadoria Regional de Educação foi para manter a escola aberta e reforçar a segurança. “Estamos com dois seguranças que a escola contratou pelo CPM. Os alunos que vieram devem participar de uma atividade conjunta, porque dar aula normal, nesse contexto, é inviável”, afirma.
Janaína também relatou episódios de estresse por parte dos responsáveis. “Mães me ligando, me xingando, perguntando se o uniforme ia proteger os alunos. Deixei todos à vontade pra trazer seu filho ou não. Não posso exigir que venham, e a falta vai ser justificada”, complementa.