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JUSTIÇA

AO VIVO: STF inicia interrogatórios de Bolsonaro, Mauro Cid e mais seis réus por tentativa de golpe de Estado; assista

Até sexta-feira, Alexandre de Moraes vai interrogar acusados de participarem do "núcleo crucial" de uma trama para impedir a posse Lula após resultado das eleições de 2022

Publicado em: 09/06/2025 às 14h:53 Última atualização: 09/06/2025 às 14h:55
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Os interrogatórios dos réus da trama golpista ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro foram iniciados nesta segunda-feira (9), às 14 horas. Os depoimentos, realizados presencialmente na sala da Primeira Turma da Corte, são transmitidos ao vivo pela TV Justiça.

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Mauro Cid é interrogado pelo Supremo Tribunal de Justiça | abc+



Mauro Cid é interrogado pelo Supremo Tribunal de Justiça

Foto: Reprodução

Até sexta-feira (13), Alexandre de Moraes vai interrogar o ex-presidente Jair Bolsonaro, Braga Netto e mais seis réus acusados de participarem do “núcleo crucial” de uma trama para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o resultado das eleições de 2022.

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O tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator nas investigações, é o primeiro a depor.

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Assista:

Confira a ordem dos depoimentos:

  • Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto.

Os réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

O interrogatório dos réus é uma das últimas fases da ação penal. A expectativa é de que o julgamento que vai decidir pela condenação ou absolvição do ex-presidente e dos demais réus ocorra no segundo semestre deste ano. Em caso de condenação, as penas passam de 30 anos de prisão.

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Por estarem na condição de réus, os acusados poderão se recusar a responder perguntas que possam incriminá-los. A Constituição garante aos investigados o direito de não produzir provas contra si.

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