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Biguá é o 1º ciclone subtropical a afetar o Rio Grande do Sul após tempestade Yakecán; ventos chegam a 80 km/h

Fenômeno que possui as características de uma tempestade subtropical foi confirmado pela Marinha do Brasil

Publicado em: 15/12/2024 às 09h:04 Última atualização: 15/12/2024 às 09h:06
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Rajadas de vento de até 80 km/h afetam o tempo no Rio Grande do Sul neste domingo (15). A ventania é consequência do ciclone subtropical Biguá, que atua na costa, no Sul gaúcho. O fenômeno que possui as características de uma tempestade subtropical foi confirmado pela Marinha do Brasil.

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Biguá é o 1º ciclone subtropical a afetar o Rio Grande do Sul após tempestade Yakecán; ventos chegam a 80 km/h | abc+



Biguá é o 1º ciclone subtropical a afetar o Rio Grande do Sul após tempestade Yakecán; ventos chegam a 80 km/h

Foto: Reprodução/MetSul

De acordo com a MetSul Meteorologia, Biguá é o primeiro ciclone subtropical a afetar o RS desde maio de 2022, quando a tempestade subtropical Yakecán causou estragos e deixou vítimas. “É ainda o primeiro ciclone atípico na costa brasileira no mês de dezembro em 2021, desde a tempestade subtropical Ubá”, destaca a MetSul.

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O Sul do RS é atingido pelas rajadas mais fortes de ventos. Entre a noite de sábado e a madrugada deste domingo, a estação da barra do Porto de Rio Grande registrou rajadas de vento ao redor de 80 km/h. nesta manhã, a estação de Capão do Leão anotou rajadas acima de 70 km/h.

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A Marinha prevê que o fenômeno Biguá mantenha o status de tempestade subtropical durante esta manhã. Entre a tarde e a noite, deverá ser rebaixado à categoria de depressão tropical.

Apesar de ser um ciclone subtropical, Biguá terá menor impacto que o Yakecán. “O sistema pode provocar queda de árvores e destelhamentos em alguns locais do extremo Sul gaúcho, mas o maior impacto será na rede elétrica da região com falta de luz em diferentes pontos do Sul do Estado”, diz a MetSul.

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De onde vem o nome?

Biguá significa ave marinha na língua tupi e é o segundo nome a ser usado na nova lista de nomes de ciclones atípicos da armada brasileira. O primeiro foi Akará para uma tempestade subtropical que se formou na costa do Sudeste do Brasil em fevereiro deste ano.

Qual a diferença entre ciclone extratropical e ciclone subtropical?

Conforme a MetSul, a diferença entre um ciclone extratropical e um ciclone subtropical está “na estrutura, localização e mecanismos que os alimentam”. Os ciclones extratropicais, mais comuns no RS, se formam em latitudes médias e altas. Eles estão associados a frentes frias e quentes, alimentados por diferenças de temperatura entre massas de ar frio e quente. Já os ciclones subtropicais se formam em latitudes subtropicais, geralmente entre 20° e 40°, e sua alimentação é mista, combinando gradiente térmico horizontal com processos associados ao calor liberado pela condensação de vapor d’água.

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