Mesmo dois anos após as enchentes de 2024, maio continua sendo um mês marcado pelas memórias da tragédia, que ainda se fazem presentes não só na vida de muitas pessoas, como também de vários animais. Durante os mais de dez dias de temporal, foram resgatados entre 10 mil e 20 mil animais, que podem ter se perdido de suas famílias, permanecido ilhados ou terem sido abandonados no momento.
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Foto: Luiza Helena Peters
Em Novo Hamburgo, 18 animais remanescentes do período ainda esperam por um lar e, enquanto isso, seguem no Centro Municipal de Proteção Animal (Cempra). Segundo a equipe da Diretoria do Bem-Estar Animal (DBEA), responsável pelo centro, os pontos iniciais de acolhimento emergencial aos animais foram a Fenac e o Ginásio Agostinho Cavasotto, ainda em maio de 2024.
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Naquele mês de julho, uma empresa terceirizada em atividades veterinárias, de Viamão, foi contratada pela prefeitura para acolher os animais restantes. Porém, em agosto do mesmo ano, no final do contrato, os 44 cães resgatados nas enchentes tiveram seus cuidados e tutela transferidos para o Cempra. Desse número, 26 já encontraram um lugar para ficar.
Durante o período de acolhimento, os animais foram vacinados, castrados e microchipados, além de receberem os auxílios necessários de alimentação e limpeza. De acordo com a gerente da DBEA, Lelly Teixeira, apesar de receberem os devidos cuidados, a equipe do Cempra espera que os animais também tenham a chance de encontrar o conforto de um lar novamente.
“Nós temos animais que já estão há dois anos aqui, né? Que ou se perderam de suas famílias, ou ficaram em situação de rua em função da enchente. E o tempo está passando… Dois anos para um animal é bastante tempo de vida e eles estão envelhecendo aqui. Por mais que a gente acolha, que a gente tente fazer o melhor para o bem-estar deles, não é a mesma coisa que ter uma família, que pertencer a um lar”, relata a gerente.
“A gente ainda tem esperança de que eles possam ter uma aposentadoria digna, numa casa quentinha, agora que está vindo o frio. Então, para a gente, a gente zela por eles, mas deseja muito e torce muito para que eles tenham um final de vida muito melhor do que numa baia 24 horas por dia”, completa.
Conheça os cãezinhos
Dentre os pets disponíveis para adoção no Cempra, Alberto, Sorriso e Delegado são alguns dos 18 cãezinhos encontrados no período das enchentes e que permanecem aguardando adoção. Apesar de não serem mais chamados pelos seus nomes originais, agora são apelidados pelos agentes com base em suas características e personalidades únicas.

Foto: Luiza Helena Peters
Alberto chegou ao Cempra já adulto. Não se sabe ao certo a sua idade, mas os fios grisalhos em meio à sua pelagem escura, além do temperamento sereno e amável, revelam que ele já se tornou um cão idoso. Mesmo com a idade mais avançada, o cachorro é dócil e amigável.

Foto: Luiza Helena Peters
Em contrapartida, Sorriso é um cão enérgico, brincalhão e sorridente — sempre mostrando os dentes quando recebe carinho ou brinca com alguém. Com um porte grande, ele busca um lar espaçoso, não só fisicamente, como também em receptividade e amor.

Foto: Luiza Helena Peters
Assim como os demais animais abrigados no Cempra, os cãezinhos estão disponíveis no Cusco Web, site criado pela Prefeitura de Novo Hamburgo para divulgar os animais que estão prontos para adoção, com fotos e mais detalhes sobre eles.
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Para adotar os cachorros, também estão em aberto os contatos via WhatsApp da Diretoria do Bem-Estar Animal (51 99807-6436) ou Instagram, @bemestaranimal.nh.
Além disso, a sede do centro, em Lomba Grande, também recebe visitas de famílias interessadas em conhecer pessoalmente estes e outros cães. O local permanece em superlotação desde agosto de 2025 e conta com as adoções e ajuda da comunidade para mudar este cenário.