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"É inaceitável e revoltante": Pai que agrediu colega do filho de 4 anos em festa junina foi solto; escola se manifesta

Defesa do homem de 41 anos alega ele interveio porque a vítima praticava bullying contra seu filho

Publicado em: 17/06/2025 às 15h:31
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O homem de 41 anos que agrediu um menino de 4 anos durante a festa junina de uma escola particular no Distrito Federal (DF) foi solto após assinar um termo circunstanciado na delegacia. O caso que gerou intensos debates no País ocorreu em Vicente Pires no domingo (15).

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A defesa de Douglas Filipe Parisio Lima afirmou que ele interveio porque a vítima praticava bullying contra seu filho e, momentos antes, havia enfiado o dedo no olho do colega.

Criança de 4 anos foi agredida por pai de colega durante apresentação de festa junina no DF | abc+



Criança de 4 anos foi agredida por pai de colega durante apresentação de festa junina no DF

Foto: Redes sociais

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O que aconteceu

O analista de sistemas observava uma apresentação da turma de seu filho no palco do local da festa quando, segundo a sua defesa, observou o menino de 4 anos enfiar o dedo no olho de seu filho. Ele, então, subiu no palco, derrubou o menino e o segurou pelo pescoço.

Vários adultos intervieram, e uma policial que estava no evento deu voz de prisão a Lima, que reagiu dando um tapa no rosto da agente.

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O que diz a escola 

A escola condenou a agressão e afirmou que a professora responsável estava mediando o atrito entre as duas crianças.

“O que ocorreu no dia da Festa Junina foi um desentendimento pontual entre as duas crianças durante a dança. A situação foi percebida pela professora que conduzia a apresentação no palco e que prontamente iniciou a mediação. No entanto, antes que pudesse intervir por completo, o próprio pai agiu de forma abrupta e violenta, agredindo fisicamente a criança, como se verifica pelos vídeos amplamente divulgados nas redes sociais”, afirmou o Colégio Liceu, em nota.

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“É inaceitável e revoltante que, após um ato tão grave, um adulto tente justificar – ou sequer cogite justificar – uma agressão física contra uma criança, utilizando argumentos que distorcem completamente a realidade dos fatos”, segue o texto.

A escola afirma ainda que “a família do agressor procurou a coordenação pedagógica apenas uma única vez para tratar da convivência entre os colegas, e isso aconteceu há menos de um mês, durante uma reunião agendada especificamente para esse fim.”

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Segundo a nota, “assim que esse fato chegou ao nosso conhecimento, a escola tomou todas as providências cabíveis: comunicou imediatamente a outra família, que respondeu com prontidão e parceria, além de implementar medidas pedagógicas para garantir um ambiente ainda mais seguro e harmonioso para os alunos. Desde então, a convivência entre as crianças seguiu de forma tranquila e sem qualquer novo episódio”, afirma o texto.

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Está envergonhado 

À imprensa, a defesa de Lima afirmou que ele reconhece ter errado, está envergonhado e pediu desculpas à criança e à sua família. Mas ressaltou que o filho de Lima sofria bullying e agressões físicas praticadas pela vítima desde o início do ano.

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O caso é investigado pela 8ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal.

Pai agride criança em festa junina escolar e causa revolta no DF
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