O início desta semana está sendo marcado por longas esperas e muita reclamação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Canudos, em Novo Hamburgo. Moradores que buscam atendimento nesta segunda-feira (5) relatam filas extensas e demora no processo de avaliação médica. Conforme os relatos, mesmo pacientes com sintomas graves aguardaram por horas sem atendimento efetivo.
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Foto: Gabriel Stöhr/GES Especial
A auxiliar de produção Cláudia Sunskii, de 50 anos, contou que está com uma costela fraturada desde a última quinta-feira (1°). Segundo ela, na ocasião procurou a UPA, recebeu medicação e foi liberada. No entanto, nesta segunda-feira voltou à unidade com fortes dores e dificuldade para respirar.
Conforme mencionou, ela chegou ao local hoje por volta das 9 horas, passou pela triagem e até as 15h30 não havia sido atendida. “Não consigo nem respirar direito. É um descaso o que estão fazendo com a gente aqui”, afirmou.
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A auxiliar de limpeza Leandra Pinto Machado, 33, passou por situação semelhante. Ela disse que no domingo (4) esperou por cerca de oito horas e, sem ser chamada, acabou indo embora. Nesta segunda-feira, voltou à UPA pela manhã com dores abdominais e, até a tarde, seguia apenas com a triagem feita.
“Isso aqui é uma vergonha, um desrespeito com os idosos e com as crianças que estão aqui nesse estado. Ninguém está aqui porque quer ou para passear, as pessoas estão precisando de verdade”, lamentou.

Foto: Gabriel Stöhr/GES Especial
Outro caso que gerou indignação foi o da bebê Manuella, de 4 meses, que chegou à unidade com os lábios roxos, conforme relatou a tia da criança, Francine Oliveira Lindol. Segundo ela, a sobrinha chegou com quadro preocupante e, mesmo assim, a família precisou esperar mais de 15 minutos para que a bebê fosse atendida.
“Ela estava totalmente branca e com a boca roxa. Nossa sorte que não era nada mais grave, se não poderia ter acontecido algo pior”, declarou Francine após a sobrinha ser liberada do atendimento.
Em nota, a Fundação de Saúde de Novo Hamburgo (FSNH) negou que faltem médicos na unidade. Segundo o órgão, há três clínicos e dois pediatras realizando atendimentos nesta segunda-feira.
A FSNH atribui a demora ao intenso movimento, impulsionado pelo aumento de casos de doenças respiratórias e suspeitas de dengue. De acordo com a fundação, os exames exigidos nesses casos levam mais tempo para serem concluídos, o que prolonga a permanência dos pacientes na unidade. Além disso, muitos ainda precisam aguardar reavaliação médica após a medicação para receber alta, o que, segundo a nota, contribui para a superlotação.