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FALA POLÊMICA

"Ele não cometeu um crime grave, só cometeu Maria da Penha", diz vereador em sessão da Câmara de São José do Hortêncio

Recentemente, vereador chamou prefeita do município de "bruxa"; procurado pela reportagem, parlamentar ainda não se manifestou sobre o caso

Publicado em: 18/06/2026 às 21h:47 Última atualização: 18/06/2026 às 21h:48
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Uma declaração do vereador Fabrício Wust (MDB) durante a sessão da Câmara de Vereadores de São José do Hortêncio, na noite de quarta-feira (17), gerou repercussão. Ao defender um homem que teria sido impedido de ingressar em uma escola para realizar um serviço de troca de vidros, o parlamentar afirmou que ele não havia cometido um crime grave. Conforme o vereador, o homem teria cometido algum crime relacionado à Lei Maria da Penha. [Veja vídeo ao final da matéria]

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Vereador de São José do Hortêncio, Fabrício Wust | abc+



Vereador de São José do Hortêncio, Fabrício Wust

Foto: Reprodução

“Ele não cometeu um crime grave, nada, ele só cometeu um crime de Maria da Penha”, declarou Wust durante pronunciamento na tribuna.

Segundo o vereador, o homem foi chamado para executar uma obra na escola, mas acabou sendo barrado ao chegar ao local. Wust argumentou que o fato de ele ser ex-presidiário não deveria impedir a realização do trabalho.

O assunto surgiu após manifestação da vereadora Leila Fernanda Hanauer (PL), que defendeu a decisão da direção da instituição de ensino. Conforme a parlamentar, havia uma determinação que impedia o acesso do homem à escola. Ela também manifestou apoio à postura adotada pelo diretor.

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A declaração de Wust provocou reação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de São José do Hortêncio. Em nota divulgada nesta quinta-feira (18), a entidade repudiou a fala e afirmou que o vereador minimizou a gravidade da violência contra a mulher ao tratar um crime enquadrado na Lei Maria da Penha como algo sem relevância.

“O nobre edil, ao abordar uma situação específica, coloca o crime de violência contra a mulher como um crime leve, nada grave”, afirma o documento.

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O conselho ressaltou que a violência doméstica e familiar causa danos físicos, psicológicos, morais, sexuais e patrimoniais às vítimas, além de deixar marcas profundas em famílias inteiras. A entidade também destacou que a Lei Maria da Penha representa uma conquista histórica na proteção das mulheres e foi criada para combater situações de violência que durante anos foram naturalizadas pela sociedade.

A entidade também afirmou que relativizar a violência contra a mulher contribui para o enfraquecimento das políticas públicas de proteção às vítimas e para a perpetuação de uma cultura que favorece agressores e silencia mulheres.

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Fabrício Wust já esteve envolvido em outras declarações polêmicas no cenário político local. Em ocasião anterior, o vereador chamou a prefeita de São José do Hortêncio, Ester Elisa Dill Koch (PL) de “bruxa”, episódio que também repercutiu no município.

A reportagem tentou contato com o vereador. Ele retornou o contato, mas ainda não se manifestou sobre o caso. O espaço permanece aberto para manifestação.

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Veja o vídeo:

"Ele não cometeu um crime grave, só cometeu Maria da Penha", diz vereador de São José do Hortêncio
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