Um ciclone bomba vai se formar próximo ao Sul do Brasil no início da semana. O fenômeno vai acompanhar a onda de tempestades que atingirá a região entre o domingo (1º) e a segunda-feira (2), com risco de tempestades fortes a severas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Foto: MetSul/Reprodução
O motivo pelo qual o ciclone bomba traz risco para o Sul é que terá uma rápida ciclogênese, ou seja, o seu processo de formação será rápido, o que contribuirá para a severidade das tempestades.
O perigo maior será devido a áreas de instabilidade que se formarão durante o processo de formação do ciclone, entre a tarde e a noite de domingo. O tempo severo poderá seguir nas primeiras horas da segunda-feira. Nos dois dias, a previsão é de “alta probabilidade de tempestades fortes a severas com impactos em grande número de localidades”.
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A MetSul Meteorologia explica que o ciclone ficará maduro no oceano, longe da costa. “Vai se afastar muitíssimo rápido do continente na segunda-feira, assim, não são esperados ventos ciclônicos por horas seguidas, como ocorre em ciclones intensos. O campo de vento intenso do ciclone bomba vai ficar em alto mar.”
Riscos
Os temporais podem causar alagamentos, destelhamentos, quedas de árvores, postes e colapso de estruturas, conforme a empresa de meteorologia.
No Rio Grande do Sul e Santa Catarina a instabilidade será mais intensa. Os dois estados podem ter fortes e severas tempestades, com chuva torrencial de curta duração e altos volumes, muitos raios, queda de granizo de tamanhos variados e vendavais, com ventos acima de 100 km/h e mais isoladamente acima de 120 km/h.
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Ciclone bomba já atingiu o Sul em 2020
Entre os dias 30 de junho e 1º de julho de 2020, o Sul do Brasil foi atingido por um ciclone bomba que se formou no Atlântico Sul. O fenômeno deixou 13 mortos, sendo onze em Santa Catarina, uma no Paraná e uma no Rio Grande do Sul.
“A enorme diferença deste ciclone bomba de agora em dezembro de 2024 para o do começo de julho de 2020 é o posicionamento. Os impactos foram enormes no Sul do Brasil em 2020 porque a ciclogênese explosiva se deu muito perto da região, a Sudeste do Chuí. Desta vez, a bomba meteorológica vai se atuar a uma grande distância da parte meridional do território brasileiro, o que não significa que deixará de impactar as condições meteorológicas no Sul do País”, diz a MetSul.
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