Entre os dias 1º e 5 de dezembro, três estudantes da Escola Municipal de Ensino Básico Presidente Getúlio Dorneles Vargas, em Novo Hamburgo, representaram o município em Belém do Pará, na Mostra de Ciência e Tecnologia do Instituto Açaí (MCTIA). O evento, que sucedeu a COP30, concedeu ao trio o 2º lugar na categoria ciências sociais, através do projeto “Menos lixo, mais consciência: Telas nos bueiros, atitudes que mudam uma comunidade”.

Foto: Arquivo Pessoal
O trabalho foi desenvolvido durante a disciplina Articulação dos Saberes e Orientação à Pesquisa, que integra a metodologia de ensino adotada pela rede municipal. O componente curricular estimula interdisciplinaridade, pesquisa de campo e protagonismo estudantil, com orientação constante dos professores e apresentação em pré-bancas e feiras científicas.
De acordo com o professor orientador da pesquisa, Robson Almeida, o projeto cumpriu o propósito de fortalecer laços comunitários, tornando-se o reconhecimento recebido um motivo de orgulho. “Foi um encontro nacional de saberes que nos convidou a sonhar, refletir e agir sobre o futuro que desejamos, mostrando que ideias e ações, quando nascem do compromisso com o bem comum, têm o poder real de transformar a sociedade”, explica.
O projeto nasceu da observação cotidiana dos estudantes Enzo Gabriel dos Santos, Miguel Barbosa e Ray Antunes, que perceberam o impacto do descarte inadequado de lixo nas ruas do bairro e os frequentes alagamentos causados pelo entupimento de bueiros. Inspirados também pelos efeitos das enchentes de 2024, o trio decidiu investigar formas práticas de minimizar o problema.
A solução proposta consiste na instalação de telas protetoras nas bocas de lobo, capazes de reter resíduos sólidos antes que alcancem a rede pluvial. A ideia facilita a limpeza, evita inundações e impede que materiais poluentes cheguem a rios e córregos. A ação também reforça a importância do descarte correto e do engajamento da comunidade.
Para ampliar o impacto, os estudantes iniciaram parceria com a Diretoria de Esgotos Pluviais, que oferece orientação técnica e avalia a implementação prática da proposta. A iniciativa também se conecta à intervenção “O Rio Começa Aqui”, realizada pela Comusa, fortalecendo o trabalho ambiental na região.
Um dos integrantes do grupo, Enzo Gabriel dos Santos, de 14 anos, conta que o desafio maior tem sido a implementação prática do projeto e que o reconhecimento alcançado significa uma grande vitória. “Isso mostra que nosso projeto não é apenas uma ideia, mas uma real possibilidade de fazer a diferença na sociedade. Esse prêmio reforça que estamos no caminho certo e que a educação realmente transforma vidas”, diz.
Além disso, o projeto continua atingindo novos panoramas. Após a premiação na mostra, os alunos também receberam credenciamento para participar da Milset Brasil – organização que promove a cultura científica, inovação e empreendedorismo entre jovens -, que ocorre em Fortaleza, em março de 2026.