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Defesa diz que denúncia contra tentativa de golpe é importante para distinguir condutas individuais e das Forças Armadas

Ministro da pasta, José Múcio Monteiro, afirma que a decisão "é mais um passo para se buscar a responsabilização correta"

Publicado em: 19/02/2025 às 12h:13 Última atualização: 19/02/2025 às 12h:16
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O Ministério da Defesa divulgou uma nota em que afirma que a denúncia do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 33 pessoas no inquérito do golpe – sendo 23 militares – é importante para “distinguir” as condutas individuais e das Forças Armadas.

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José Múcio Monteiro | abc+



José Múcio Monteiro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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A nota diz que a avaliação do ministro da pasta, José Múcio Monteiro, é de que a decisão “é mais um passo para se buscar a responsabilização correta”.

“O Ministério da Defesa informa que a denúncia da Procuradoria-Geral da República é importante para distinguir as condutas individuais e a das Forças Armadas”, afirma a nota divulgada nesta quarta-feira (19).

“A avaliação do ministro José Múcio Monteiro é de que a apresentação da denúncia é mais um passo para se buscar a responsabilização correta, livrando as instituições militares de suspeições equivocadas.”

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Gonet denunciou na terça-feira (18) Bolsonaro e outras 33 pessoas no inquérito do golpe. Após analisar as provas reunidas pela Polícia Federal (PF), que indiciou o ex-presidente, Gonet concluiu que Bolsonaro não apenas tinha conhecimento do plano golpista como liderou as articulações para dar um golpe de Estado. Se for condenado, o ex-presidente pode pegar mais de 43 anos de prisão.

A defesa do ex-presidente afirmou que as acusações são precárias e que não há provas contra ele. “Nenhum elemento que conectasse minimamente o presidente à narrativa construída na denúncia foi encontrado”, diz a manifestação.

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Bolsonaro é apontado como líder de uma organização criminosa “baseada em projeto autoritário de poder” e “com forte influência de setores militares”. “A organização tinha por líderes o próprio Presidente da República e o seu candidato a vice-presidente, o General Braga Neto.

Ambos aceitaram, estimularam, e realizaram atos tipificados na legislação penal de atentado contra o bem jurídico da existência e independência dos poderes e do Estado de Direito democrático”, diz um trecho da denúncia.

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Na manhã desta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros do governo evitaram comentar sobre a denúncia. O petista e os chefes das pastas foram questionados sobre o tema, mas preferiram ficar em silêncio.

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