Faleceu na sexta-feira (12) a pequena Helôise da Silva, de 4 anos. A menina estava internada em Porto Alegre desde o início de maio por conta de complicações após uma cirurgia de gastrostomia, o que a levou a desenvolver um quadro de infecção generalizada.
Helô foi sepultada no início da tarde deste sábado (13), no Cemitério Parque Municipal de Sapiranga, cidade natal da criança.

Foto: Arquivo Pessoal
Helôise nasceu com uma estenose respiratória, um estreitamento anormal das vias, que fez com que a menina usasse traqueostomia desde os 8 meses de vida. Em 2024, ela realizou uma traqueoplastia, cirurgia destinada a corrigir a estenose e possibilitar a retirada da traqueostomia.
Porém, apenas dois dias após o procedimento, a menina sofreu uma parada cardiorrespiratória de 16 minutos, que a fez desenvolver paralisia cerebral e disfagia grave. Por conta das complicações, Helô alimentava-se por sonda desde então, um processo difícil por conta dos vômitos constantes e necessidade de recolocar o cateter várias vezes.
Por conta disso, no dia 4 de maio, a menina foi encaminhada a uma cirurgia de gastrostomia, para instalar uma sonda diretamente em seu estômago. Segundo a família, logo após saírem do bloco cirúrgico, Helô passou por intercorrência e foi encaminhada para a UTI, onde permaneceu desde então.
“Ela precisou da ajuda do respirador ‘pra’ respirar e sedações contínuas, pegou bactérias muito resistentes, chegou a entrar em sepse, o rim parou… Nesse período, desenvolveu uma lesão por pressão na sacra, o que deixou tudo mais difícil. Ela pegou bactéria ali na lesão também. A bactéria positivou no osso da sacra…”, conta a mãe da menina, Aline Glaucia Kuhs, sobre algumas das dificuldades enfrentadas.
Filha do meio, Helôise deixa, além dos pais, duas irmãs: uma de 7 anos e outra de 1 ano e 4 meses. A família lembra da menina como “um símbolo de força”. “O que nos conforta é saber que ela descansou, que não vai mais sofrer nem sentir dor”, diz a mãe.
Durante a internação da pequena Helô, a família iniciou uma campanha para arcar com os custos de cuidados médicos e internações da menina. A arrecadação continua ativa, para que sejam custeadas as despesas restantes. Para doar, pode-se transferir qualquer valor para a conta de Pix: alineglauciak@gmail.com.