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IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

Prefeita de Sapiranga e mais dois são condenados por esquema de desvio de combustíveis da frota municipal pela Justiça

Além da atual chefe do executivo, foram condenados o ex-secretário de Obras e um empresário

ico ABCMais.com azul
Publicado em: 01/10/2025 às 06h:53
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A prefeita de Sapiranga, Carina Nath (PP) foi condenada por improbidade administrativa pela Justiça. A sentença, desta terça-feira (30), também condena o ex-secretário de Obras Eduardo Freese, o empresário Jeferson Vargas Cardoso e a empresa Auto Posto das Rosas Ltda.

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A decisão é em primeira instância e ainda cabe recurso.

Carina Nath | abc+



Carina Nath

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial

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De acordo com a setença, os réus participaram de um esquema de desvio de combustíveis da frota municipal de 2013 a 2016. Carina Nath era secretária de Administração do município na época.

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O prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 388 mil. O esquema envolveria o abastecimentos em volumes superiores à capacidade dos tanques, uso de cartões de veículos já leiloados e adulteração de planilhas de controle. Os recursos desviados teriam sido usados em campanhas eleitorais.

“Os esquemas consistiam, em suma, na adulteração da quilometragem dos veículos da Secretaria de Obras e das respectivas planilhas de controle, bem como o abastecimento de veículos em quantidades superiores à capacidade do tanque em curto espaço de tempo, ocasionando uma cobrança por vezes muito superior à efetivamente consumida, sendo esta diferença entre o preço pago e o valor real do produto utilizada para beneficiar campanhas eleitorais do grupo político”, diz a juíza Cristiane Busatto Zardo.

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A decisão, da qual ainda cabe recurso, determina a suspensão dos direitos políticos por cinco anos, a proibição de contratos com o poder público por três anos e o pagamento de multa.

A Justiça absolveu a prefeita da época, Corinha Beatris Ornes Molling, a servidora Mozara Regina Werb e o presidente da comissão de sindicância Igor Edgar Menegusso.

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A defesa de Carina Nath afirma que ela é inocente. “A condenação não considerou as provas produzidas em sua defesa, o que precisa ser corrigido por meio de recurso ao Tribunal de Justiça.”

A reportagem busca contato com a defesa dos demais condenados. O espaço está aberto para manifestação.

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