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DIA AZUL

2 DE ABRIL: Um dia para lembrar direitos e as necessidades dos autistas

Data criada pela ONU em 2007 busca promover conhecimento sobre o espectro autista

Publicado em: 02/04/2025 às 07h:26 Última atualização: 02/04/2025 às 14h:35
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Nesta quarta-feira (2) é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. A data, criada em 2007 pela ONU, busca promover conhecimento sobre o espectro autista, bem como sobre as necessidades e os direitos das pessoas autistas.

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Data criada pela ONU em 2007 busca promover conhecimento sobre o espectro autista



Data criada pela ONU em 2007 busca promover conhecimento sobre o espectro autista

Foto: Adobe Stock

No Brasil, estima-se que cerca de 2 milhões de pessoas convivam com o transtorno, que afeta a capacidade de relacionamento com pessoas e o ambiente. O diagnóstico é clínico, ou seja, não existe um exame laboratorial ou de imagem que possa comprovar a presença do transtorno.

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Ele deve ser realizado por um profissional de saúde especializado, como um neuropediatra ou psiquiatra infantil. O diagnóstico segue critérios definidos internacionalmente, com avaliação completa da criança, entrevista com os pais e cuidadores e uso de escalas validadas.

Sinais

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Mãe de um menino autista, a motogirl Karina Pereira Ramos, 37 anos, conta que percebeu os sinais já nos primeiros meses de vida do pequeno Wesley, 7 anos. “Wesley nasceu com epilepsia e já vinha demonstrando atrasos significativos na parte motora.

Wesley foi diagnosticado com autismo ainda bebê



Wesley foi diagnosticado com autismo ainda bebê

Foto: Acervo Pessoal

Com seis meses, quando iniciamos a introdução alimentar, ele começou a recusa de todos os tipos de alimentos. Queria se alimentar só de leite, nem água aceitava. Com oito meses, ele entrou na fisioterapia pois nem sentava”, recorda a mãe, moradora do bairro Rio dos Sinos, em São Leopoldo.

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Conforme ela, com o passar do tempo, a parte motora se restabeleceu. “Com um ano e um mês, ele já caminhava, até um ano falava várias palavras e nos reconhecia, mas de repente se fechou e parou de falar. Já não nos olhava, parecia que não escutava. Então, como ele já tinha acompanhamento com a neurologista, devido a epilepsia, relatamos a ela o que estava acontecendo. Ela nos encaminhou para vários exames. Com todos em mãos, voltamos lá, conversamos e recebemos o diagnóstico com um ano e dois meses”, lembra.

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Diagnóstico

Segundo Karina, ela recebeu o diagnóstico do filho único de forma tranquila. “No fundo eu já sabia. Só peguei o laudo e fui atrás das terapias”, diz.

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A partir daí, o pequeno começou a fazer fono, equoterapia, musicoterapia, terapia ocupacional e fisioterapia. “Ele fez essas terapias de um ano e dois meses até mais ou menos agora seis anos e meio, quando me acidentei e, por causa da questão financeira e porque eu também tive que ficar de cama devido a várias cirurgias, ele teve que parar com as terapias e começou a ir no turno integral na escola e assim está até agora”, relata.

Desafio na escola

Para Karina, o principal desafio das crianças autistas é na escola. “As escolas não estão preparadas para receber nossos filhos, principalmente o nível 3 de suporte. Antes de entrar na Associação Vida Nova, o Wesley passou por umas cinco escolas, desde a mais cara até a municipal. Nenhuma teve suporte para cuidar e lidar com ele. Foi aí que entrou a Vida Nova nas nossas vidas”, diz.

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Outro ponto levantado por Karina é o preconceito ainda bastante sofrido em diferentes ambientes. “A sociedade julga muito, se sairmos com nossos filhos em espaços públicos e eles tiverem uma crise, ficam olhando e julgando”, desabafa. “Hoje há muita informação, muita gente próxima tem um sobrinho, um neto, um filho, um conhecido que é autista. Acho que a pessoa se torna desinformada por ignorância ou pelo próprio preconceito”, analisa.

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Portão planeja centro de atendimento; Sapucaia, Esteio e São Leopoldo já têm

Em Portão, está em estudo a criação de um Centro de Atendimento para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na cidade. Em março, o prefeito Kiko Hoff e o secretário de Saúde, Fábio Beneton, receberam a equipe do Grupo Solução em Gestão para discutir o tema.

O Grupo Solução em Gestão, referência no atendimento a TEA em mais de 40 municípios, foi convidado para colaborar com o projeto. A parceria, segundo a prefeitura, tem como objetivo ampliar o acesso e fornecer suporte especializado às famílias da região, contando com a expertise do grupo, que atualmente administra o CER IV – Centro Especializado em Reabilitação.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, Hoff deverá ir a Brasília para buscar recursos e “desenvolver este projeto o mais breve possível.”

Centros na região

Em novembro de 2022, o Centro Regional de Referência em Transtorno do Espectro do Autismo (TeAcolhe) de Sapucaia do Sul, na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), foi inaugurado para oferecer tratamento integral a pessoas com autismo e suas famílias em 18 municípios: Barão, Brochier, Canoas, Capela de Santana, Esteio, Harmonia, Maratá, Montenegro, Nova Santa Rita, Pareci Novo, Salvador do Sul, São José do Sul, São Pedro da Serra, São Sebastião do Caí, Sapucaia do Sul, Tabaí, Triunfo e Tupandi.

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A região também tem os Centros de Atendimento em Saúde – CAS TEAcolhe, que atuam no atendimento a autistas e suas família. São eles o CAS Clínica TEAme São Leopoldo, CAS Apae Esteio e CAS Apae Sapucaia do Sul. Estes espaços tem o objetivo de ofertar atendimentos especializados às pessoas com TEA e às suas famílias, contando com equipe multidisciplinar, com especialização no transtorno, projetando atender cerca de 150 usuários/mês. O Programa TEAcolhe tem o objetivo de implementar a Lei Estadual n.° 15.322/2019, que instituiu a Política de Atendimento Integrado à Pessoa com TEA no RS.

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