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ESPECIAL ESG

AILIM SCHWAMBACH: Como cada um de nós pode ajudar na preservação das geleiras da Antártica

Colunista de ESG do Grupo Sinos esteve no continente gelado em 2020

Publicado em: 28/11/2025 às 22h:37 Última atualização: 28/11/2025 às 22h:39
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Sabe aquele sonho que você carrega por anos? O meu sempre foi ir para a Antártica. Trabalhei como voluntária em uma associação de pesquisa com jovens cientistas por nove anos, conversando com milhares de crianças sobre a beleza e a importância desse lugar único para o planeta. Você sabia que a maior reserva de água doce do mundo está lá, concentrada em suas geleiras?

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Ailim Schwambach na Antártica em 2020 | abc+



Ailim Schwambach na Antártica em 2020

Foto: Divulgação

Em uma manhã de dezembro de 2019, recebi uma ligação de uma amiga na Inglaterra dizendo que havia indicado meu nome para integrar uma equipe da Marinha do Brasil que viajaria à Antártica em 2020. Para minha surpresa, meu nome estava na lista. Eu havia sido escolhida para atuar como pesquisadora do Programa Antártico Brasileiro, realizando um sonho que parecia distante, mas que finalmente se tornaria realidade. E lá fui eu, rumo à Antártica.

Pesquisa brasileira

O Tratado da Antártica, em vigor desde 1961, define que o continente deve ser usado apenas para fins pacíficos, proibindo atividades militares e exploração predatória. O Brasil aderiu em 1975 e virou membro consultivo em 1983, ganhando voz nas decisões sobre proteção ambiental. Com o Proantar e a Estação Comandante Ferraz, o País produz pesquisas essenciais sobre clima, oceanos e mudanças climáticas, reforçando seu compromisso com a ciência e a preservação da região.

O ano das geleiras

Em 2025 celebra-se o Ano Internacional da Preservação das Geleiras, criado pela Organização das Nações Unidas (ONU). A iniciativa surgiu da preocupação global com o derretimento acelerado das geleiras, que são reservas essenciais de água doce e regulam o clima do planeta. O derretimento das geleiras ameaça rios, ecossistemas e cidades costeiras. A data busca mobilizar governos, cientistas e sociedade para proteger essas formações vitais e garantir segurança hídrica e climática para o futuro.

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As geleiras na COP 30

A COP destaca o derretimento acelerado das geleiras como um dos sinais mais graves da crise climática. Essas reservas de água doce regulam o clima e, ao recuar, elevam o nível do mar e ameaçam milhões de pessoas. Em 2025, Ano Internacional da Preservação das Geleiras, a ONU reforça que só metas mais ambiciosas de redução de emissões podem evitar perdas irreversíveis e proteger a segurança hídrica global.

Ailim Schwambach na Antártica em 2020 | abc+



Ailim Schwambach na Antártica em 2020

Foto: Divulgação

Dia Internacional da Antártica

No dia 1.º de dezembro celebramos o Dia Internacional da Antártica. Ao longo dos anos, pude dar muitas palestras sobre a importância dessa data. Se não separarmos os resíduos secos, como o plástico, eles podem viajar longas distâncias e chegar à Antártica, onde já encontraram aves e mamíferos com pedaços de plástico no intestino. Todos já deveriam estar separando seus resíduos em casa e poderíamos, com isto, discutir outros temas importantes para o meio ambiente.

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União de Esforços

Ver de perto a beleza das geleiras e a imensidão da Antártica é testemunhar um mundo que precisa permanecer protegido e dedicado à paz e à ciência. Essa preservação só será possível se sociedade, empresas e governos se alinharem para evitar que a temperatura do planeta aumente. É por isso que ESG é essencial. Seguir esse caminho nos torna mais justos e garante um futuro seguro para as próximas gerações.

Empresa do setor calçadista de Igrejinha prova que aplicar agenda ESG potencializa os negócios
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