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MOBILIDADE PREJUDICADA

Alagamento dos trilhos demonstra dificuldades pós-enchentes e escancara crise entre Melo e Trensurb

Operação do modal de transporte foi afetada pelas chuvas durante a quinta-feira, enquanto prefeito de Porto Alegre critica empresa estatal

Publicado em: 29/05/2025 às 20h:18 Última atualização: 29/05/2025 às 20h:18
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Mesmo com chuvas menos volumosas, apesar de incessantes, a operação da Trensurb chegou a ser paralisada durante a manhã desta quinta-feira (29). Por cerca de duas horas os trens não circularam entre as estações São Pedro e Mercado, todas em Porto Alegre. Segundo a empresa, o problema foi causado devido aos alagamentos nas ruas da capital, que também afetaram a via metroferroviária.

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Alagamentos afetaram três estações do trensurb na quinta | abc+



Alagamentos afetaram três estações do trensurb na quinta

Foto: Kauê Menezes/Trensurb

Em nota, a Trensurb confirmou que o sistema de drenagem de água está prejudicado desde as enchentes do ano passado. “Durante as enchentes de maio de 2024, com o rompimento da comporta n.º 14, a estrutura original foi totalmente destruída. Desde então, o sistema opera de forma emergencial com painéis provisórios e geradores a diesel, enquanto a nova casa de bombas está em reconstrução.”

Além da via férrea, a água também atingiu a Avenida Sertório, uma das principais vias de ligação de Porto Alegre. Essa situação levou o prefeito da Capital, Sebastião Melo (MDB), a cobrar da Trensurb uma solução para o caso. “Mais uma vez a casa de bombas não funcionou e causou interrupção do trânsito na Sertório”, afirmou o prefeito ainda no início da manhã em entrevista a um veículo de imprensa da capital.

Foi a entrevista de Melo que suscitou a resposta em nota da Trensurb, que mesmo reconhecendo os problemas ainda enfrentados após as enchentes, apontou que o sistema da estatal é voltado para atender as necessidades dos usuários do trem.

“A casa de bombas da bacia metroferroviária tem como finalidade evitar o acúmulo de água na via férrea, especialmente no trecho próximo à confluência da Avenida Sertório com a Rua Voluntários da Pátria”, aponta o texto, deixando claro não ser de responsabilidade da Trensurb o escoamento de água nas ruas de Porto Alegre.

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Investimentos e reunião

Para evitar novas interrupções no serviço, a Trensurb afirmou que fará novos investimentos na estrutura de contenção às cheias. “Em resposta aos eventos recentes, será realizada a ligação de geradores mais potentes diretamente aos painéis de controle das bombas da Trensurb, o que ampliará de forma significativa a capacidade de esgotamento. A parceria com o DMAE (Departamento Municipal de Água e Esgotos de Porto Alegre) tem sido fundamental na busca de soluções.”

Representantes da Trensurb se encontraram na tarde de quinta com a Defesa Civil de Porto Alegre. O encontro já estava previamente marcado, mas também tratou dos problemas envolvendo as chuvas e o sistema de contenção às cheias.

Confira na íntegra a nota da Trensurb

“Diante das chuvas intensas na Região Metropolitana de Porto Alegre nas últimas horas, que resultaram em alagamentos na via pública e também na via metroferroviária, a Trensurb reitera seu compromisso com a segurança e a continuidade do transporte mesmo em condições climáticas adversas.

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A casa de bombas da bacia metroferroviária tem como finalidade evitar o acúmulo de água na via férrea, especialmente no trecho próximo à confluência da Av. Sertório com a Rua Voluntários da Pátria. Durante as enchentes de maio de 2024, com o rompimento da comporta n.º 14, a estrutura original foi totalmente destruída. Desde então, o sistema opera de forma emergencial com painéis provisórios e geradores a diesel, enquanto a nova casa de bombas está em reconstrução.

Mesmo diante dessas limitações, a Trensurb tem atuado continuamente para manter a operação das bombas e garantir a drenagem da via metroferroviária com agilidade, reduzindo impactos à população.

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Em resposta aos eventos recentes, será realizada a ligação de geradores mais potentes diretamente aos painéis de controle das bombas da Trensurb, o que ampliará de forma significativa a capacidade de esgotamento. A parceria com o DMAE tem sido fundamental na busca de soluções.

Após a finalização das obras de reestruturação da casa de bombas, haverá aumento da capacidade de carga, instalação de dois grupos geradores para redundância no fornecimento elétrico e modernização dos sistemas de controle, assegurando o funcionamento contínuo das bombas mesmo em eventuais crises energéticas. A conclusão das obras na casa de bombas da Trensurb está prevista para acontecer em aproximadamente 90 dias.

Por fim, a Trensurb reafirma seu compromisso em colaborar ativamente com os órgãos municipais, mantendo reuniões técnicas e operacionais regulares para prevenir e mitigar os efeitos de eventos climáticos severos na mobilidade da região metropolitana de Porto Alegre.”

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