O drama vivido por uma aposentada de 86 anos traduz a grave situação do Hospital Municipal de Novo Hamburgo, que opera 100% acima da capacidade nos últimos dias. Após uma consulta médica, ela foi encaminhada para o HMNH na última sexta-feira (24), mas até a manhã desta terça-feira (28) continuava à espera de leito. A situação se arrasta há mais de 80 horas.

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial
O relato é da família, que está apavorada com o agravamento do estado de saúde da aposentada. “Ela chegou com infecção na vesícula e já está com vários outros problemas. A situação está piorando muito”, denuncia a filha, que pediu para ter a identidade preservada.
De acordo com a família da aposentada, a situação no hospital é assustadora. “Há pacientes em macas improvisadas sem qualquer perspectiva de uma internação digna. Isso só prejudica o tratamento. Não por acaso, as pessoas que estão nessa situação pioram ao invés de melhorar”, desabafa.
O que diz a Fundação de Saúde
O Hospital Municipal é administrado pela Fundação de Saúde de Novo Hamburgo (FSNH). Por meio da assessoria de comunicação, a instituição informou que “a paciente deu entrada na emergência no dia 25 de abril e aguardava transferência para leito de UTI ou semi-UTI”.
Disse ainda que “na manhã desta segunda (28) foi encaminhada para a Ala Laranja, unidade de semi-UTI que conta com toda a estrutura e suporte necessários para atendimento de alta complexidade”.
A família reafirma que a aposentada deu entrada no Hospital Municipal na sexta-feira e que segue na emergência aguardando leito. “Agora pela manhã [terça-feira] veio a informação de que talvez à tarde abra uma vaga na Ala Laranja”, destaca a filha da aposentada.
Superlotação
Ainda segundo a Fundação de Saúde, o Hospital Municipal de Novo Hamburgo opera com 100% acima do limite previsto. “Como medida para enfrentar esse cenário, está sendo aplicado o projeto Lean nas Emergências, iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com hospitais de excelência por meio do Proadi/SUS. A metodologia busca reduzir a superlotação, otimizar fluxos internos e garantir maior agilidade na liberação de leitos, proporcionando mais eficiência no atendimento aos pacientes”, informa a assessoria.
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