A partir desta terça-feira (12), aviões de pequeno porte com equipamentos de última geração vão sobrevoar dois terços do território do Rio Grande do Sul para a elaboração de um mapeamento inédito.

Foto: Júnior Rosa/MIDR
Os voos vão partir inicialmente da Base Aérea de Santa Maria e dos aeroclubes de Garibaldi e do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, e servirão para a captação de fotografias e mapeamento a laser de alta precisão.
Esses dados serão usados na elaboração e revisão de projetos de prevenção contra novos desastres naturais no Estado. Os voos serão sempre durante o dia, o que pode chamar atenção da população.
O serviço foi contratado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para gerar modelos digitais de terreno e superfície, além de ortoimagens (imagens aéreas corrigidas geometricamente para remover distorções) de alta precisão, fundamentais especialmente para estudos hidrológicos e ações de combate a enchentes.
Reconstrução do RS
O investimento é de R$ 46 milhões e a previsão é que o levantamento fique pronto daqui a no máximo 16 meses. O diretor do Departamento de Projetos Estratégicos (DPE) da Secretaria Nacional de Segurança Hidrica (SNSH) do MIDR, Bruno Cravo, diz que o levantamento faz parte das ações de reconstrução do Estado.
“O levantamento aéreo permitirá gerar informações detalhadas que vão orientar obras e medidas de prevenção. É um trabalho técnico, mas com impacto direto na vida das pessoas, porque significa planejar um Rio Grande do Sul mais seguro”, afirmou.
O secretário de Apoio à Reconstrução do RS, Maneco Hassen, destacou que “o mapeamento vai gerar produtos essenciais para embasar estudos hidrológicos e permitir ações estruturantes para combate definitivo a cheias. Essa é uma ação pós-atendimento emergencial, que vai garantir, no futuro, mais segurança para o povo gaúcho”.
167 mil quilômetros quadrados
Coordenado pela Saibrasil, o consórcio reúne ainda as empresas Aerossat e Fototerra, que juntas somam mais de 70 anos de experiência no setor de aerolevantamento e mapeamento. Segundo o coordenador do projeto, Roberto Ruy, serão mapeados 167 mil quilômetros quadrados.
“O objetivo final é permitir que o Estado faça análises e estudos hidrológicos, especialmente diante das enchentes graves registradas nos últimos anos. Começaremos com três aeronaves”, explicou.
Assista ao documentário Brava Gente, sobre um ano da tragédia no RS
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