Enquanto batalham na Justiça pelo direito de levantar uma estátua que deu o que falar, os fundadores da Nova Ordem de Lúcifer na Terra (Nolt) encontraram outra forma de cultuar os seres que são conhecidos popularmente como demônios, mas que, para eles, são deuses: fundando uma nova religião.
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Foto: Arquivo Pessoal
“Foi um chamado espiritual”, explica um dos fundadores da Nolt, o mestre Lukas de Bará da Rua.
Cerca de 10 anos falando sobre espiritualidade e certos tipos de demônios incentivaram Bará e Tata Hélio de Astaroth a criar uma religião que unisse a visão e as práticas deles. Assim, foi criado o noltismo.
Noltismo
O propósito da religião é trabalhar, de acordo com Bará, “na parte de conhecimento dos deuses, que muitas pessoas conhecem como demônios”. Além disso, visa buscar fortalecimento das energias e o entendimento.
Dentre os deuses estão Astaroth, Lúcifer e Belzebu. “Para nós, são deuses que tiveram a imagem atacada e caluniada pela igreja católica ao longo dos séculos. Agora, nosso trabalho é mostrar para a sociedade quem realmente eles são.”
Como funciona
Para ingressar no noltismo, é preciso passar por um ritual de iniciação, mas nem todos os interessados podem fazer parte. “Para entrar, é por indicação.”
Antes integrar o grupo de, atualmente, cerca de 200 pessoas, é preciso passar por uma entrevista, para que os fundadores entendam se o interessado está “alinhado” ao que eles buscam. Segundo Bará, além dos integrantes, mais de mil pessoas já acompanham a Nolt.
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Maior estátua de Lúcifer do Brasil em Gravataí
Em agosto de 2024, a Nolt decidiu erguer o que prometia ser a maior estátua de Lúcifer do Brasil em um local secreto de Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre. Entretanto, eles foram surpreendidos com a interdição do templo.
O local foi interditado e a inauguração da estátua, cancelada, após um pedido da Procuradoria Geral do Município (PGM) de Gravataí, acatado pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJRS).
O motivo para a interdição é que o templo precisaria passar por uma regularização administrativa. Na época, a decisão explicava que o local não tinha alvarás e licenças necessários para o funcionamento. Desde então, o templo permanece fechado e a batalha judicial, segue.