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NOVO ADIAMENTO

BR-448: Projeto executivo de extensão tem um novo prazo

Saiba quando projeto que servirá de base para a licitação de execução da obra só deve ficar pronto

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 27/12/2024 às 09h:04 Última atualização: 27/12/2024 às 09h:04
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O projeto executivo para a extensão da BR-448, conhecida como Rodovia do Parque, entre Esteio e o entroncamento com a RS-240, em Portão, teve seu prazo de entrega prorrogado pela segunda vez. A confirmação foi feita nesta semana pelo superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Rio Grande do Sul, Hiratan Pinheiro da Silva.

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Novo traçado extensão  BR 448 | abc+



Novo traçado extensão BR 448

Foto: Arte Alan Machado/GES

A previsão inicial era de que os estudos e projetos básicos de engenharia fossem entregues na metade deste ano, mas a enchente de maio causou atrasos significativos, obrigando alterações no projeto. Na ocasião, o prazo foi postergado para dezembro de 2024. Contudo, as recentes informações indicam que o consórcio responsável pelo trabalho, formado pelas empresas Magna e Enecon, não conseguirá cumprir a nova data. A nova previsão é de que o projeto seja entregue em julho de 2025.

O principal motivo para o atraso, conforme o chefe do Dnit no estado, foi a necessidade de ajustes no traçado, após a enchente de maio inundar 78,8% da área projetada para a rodovia. O evento extremo revelou a vulnerabilidade do trecho, que inicialmente previa 6 quilômetros de estrada elevada. Com base nos novos estudos, a extensão elevada foi ampliada para 9 quilômetros, a fim de garantir maior resiliência da via a futuros eventos climáticos.

“Não queremos que a nova 448 enfrente os mesmos problemas que ocorreram na BR-116 durante a enchente de maio. Estamos projetando uma rodovia que possa manter a trafegabilidade mesmo em cenários críticos”, explicou Hiratan Pinheiro da Silva. Além disso, a inclusão de medidas mais robustas para lidar com inundações aumentou a complexidade do projeto, exigindo mais tempo para sua conclusão.

“O novo adiamento mostra incompetência do governo”, avalia o prefeito de Portão

O prolongamento da BR-448 é considerado estratégico para a logística do Rio Grande do Sul, pois promete desafogar o tráfego da BR-116, principal rota do estado, e melhorar a mobilidade na Região Metropolitana. O governo federal já incluiu a obra no Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), e o objetivo é encaminhar a licitação em 2025, utilizando o modelo de contratação integrada.

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Prolongamento da BR-448 seguirá até a RS-240, em Portão, próximo ao principal acesso a Estância Velha | abc+



Prolongamento da BR-448 seguirá até a RS-240, em Portão, próximo ao principal acesso a Estância Velha

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

Esse modelo prevê que a empresa vencedora da licitação seja responsável tanto pela conclusão do projeto executivo quanto pela execução da obra. “Isso permite agilidade em ajustes e maior precisão na implementação das soluções. Queremos evitar os atrasos que obras desse porte geralmente enfrentam”, ressaltou o superintendente, em recente entrevista ao Grupo Sinos.

No entanto, a nova prorrogação gera apreensão em setores logísticos e na população como um todo. O prefeito de Portão, Kiko Hoff, se manifesta a favor da realização da obra, entretanto, critica a demora para seu encaminhamento. Para o gestor, o novo adiamento da entrega do projeto executivo é uma manobra do governo federal para pressionar os deputados a aprovar pautas polêmicas, como a reforma tributária.

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“Eu não duvido mais nada. Esse pacote que está vindo aí vai ser a derrocada do país. Vamos ter o maior imposto do mundo”, ataca. Se não for isso, segundo Hoff, “o novo adiamento mostra a incompetência do governo”, que não cumpre prazos e promessas.

Kiko Hoff (PDT) | abc+



Kiko Hoff (PDT)

Foto: DIVULGAÇÃO

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Por conta da incerteza, Portão não espera que a obra aconteça para planejar o futuro. “Sinceramente, é uma furada contar com isso [obra] para o planejamento do nosso município. A obra pode botar Portão em outro patamar [de desenvolvimento], mas não posso colocar no planejamento municipal uma obra que eu não tenho a certeza que sai”, afirma.

O ministro Paulo Pimenta, que acompanha o projeto, reiterou a necessidade de celeridade. “É uma obra prioritária, mas precisamos garantir que seja feita da maneira correta para evitar problemas futuros”, afirmou em entrevista ao Grupo Sinos durante a Expointer deste ano.

Deputados cobram governo federal

Os deputados Issur Koch e Lucas Redecker, que lideram frentes parlamentares em defesa da extensão da 448 na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, respectivamente, já iniciaram movimentos para pressionar e cobrar o governo federal sobre o andamento dessa iniciativa.

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Koch lamenta esse novo adiamento e avisa que no início de 2025, no retorno das atividades parlamentares, irá a Brasília, quando pretende se reunir com a Bancada Gaúcha para definir ações mais efetivas pela extensão da 448. Da mesma forma, o deputado irá ao Dnit para discutir os novos prazos para a rodovia. Neste giro pela capital federal, Issur Koch se reunirá, também, com técnicos do Ministério das Cidades para tratar da extensão do Trensurb até Taquara. “A 448 e a continuidade da linha do trem até o Vale do Paranhana são fundamentais para a logística regional”, define o deputado.

Já o deputado federal Lucas Redecker reconhece a necessidade de readequação do projeto diante das evidências observadas em trabalhos de campo durante a catástrofe climática que atingiu o estado em maio. Apesar disso, o parlamentar segue acompanhado de perto o assunto, especialmente por ser presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Extensão da BR-448, e por compreender a importância estratégica dessa obra para o acesso à capital do Estado. Diante disso, ele solicitará maior celeridade ao Dnit e realizará uma nova mobilização junto à Bancada Gaúcha para agilizar o processo.

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