Em maio, Canela terá noites de um evento que promete trazer inovação, sustentabilidade e união da comunidade. É o Canela Light Fest – Festival das Luzes, que ocorrerá de 1º a 4 de maio, sempre a partir das 19 horas.
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Foto: Acervo Coletivo Bijari/Divulgação
As intervenções artísticas ocorrerão em um circuito ao ar livre, para ser feito a pé, no Centro da cidade. Com acesso gratuito e sem restrição de faixa etária, o trajeto inicia na Praça João Corrêa, passa pela Casa de Pedra, percorre toda a avenida central e encerra na Catedral de Pedra.
Em sua primeira edição, a proposta é inspirada no Fete des Lumieres de Lyon, na França. “Eu trabalhava no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, e tínhamos muito contato com artistas de arte e tecnologia, arte contemporânea. Na época, soube sobre o evento de Lyon, que, neste ano, completa 25 anos”, conta o idealizador e coordenador do evento canelense, Joni Neto.
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Há 12 anos, Joni e outros profissionais do meio sonham e pensam em colocar em prática o circuito de iluminação na Serra gaúcha. “Logo após minha saída do museu, a antiga diretora Daniela Bousso, atual curadora do Canela Light Fest, foi a Lyon a convite do Consulado da França, para conhecer o evento, os organizadores e ver a viabilidade para trazer ao Brasil”, explica.
A primeira edição estava planejada para 2020, porém, veio a pandemia de Covid-19. A viabilidade, então, veio no ano passado, quando o projeto foi aprovado na Lei de Incentivo Cultural, com financiamento do Pró-Cultura.
Diversidade, diversão e sustentabilidade
Apesar de ser um evento centrado em iluminação e projeção de cores e imagens, o festival quer aliar e mostrar a importância da sustentabilidade. Além disso, quer estimular esse tipo de arte contemporânea, proporcionando experiências reflexivas ao público.
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“Vamos utilizar energia limpa, quer dizer, usar luzes e LED, de neon e outras que não consomem muita energia. Além disso, a programação do evento conta com palestras e debates, que irão trazer a discussão sustentável”, coloca Joni.
O evento busca, ainda, fortalecer o intercâmbio entre artistas brasileiros e iniciantes, criando espaços para exposições e novas produções. Além disso, reunirá as quatro principais vertentes da arte luminotécnica: vídeo mapping, performances multimídia, esculturas e instalações de luz.
Participação de artistas visuais, designers, arquitetos, VJs e haverá, ainda, uma performance com a aldeia indígena Kaingang de Canela. “A diversidade de linguagens é uma das tônicas do festival, que é totalmente pluridisciplinar”, justifica.
Oficinas
Outro ponto essencial é o incentivo à juventude no uso da tecnologia para criação artística, por meio de oficinas e formação digital.
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Serão oferecidas cinco oficinas gratuitas, onde os artistas convidados participarão. Haverá momentos antes e durante o Canela Light Fest. “Algumas para crianças, outras para jovens e estudantes. Temos uma parceria com o Centro Social Padre Franco e com a UCS Hortênsias para a realização”, finaliza Joni.