Condenada pela morte do menino Bernardo Boldrini há 11 anos, Edelvania Wirganovicz teve a prisão domiciliar revogada. O pedido foi efetuado pela Procuradoria de Recursos do Ministério Público e aceito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin.

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A decisão é monocrática, ou seja, torna sem validade a deliberação do juíza da 2ª Vara de Execuções Criminais da comarca de Porto Alegre. Edelvania foi condenada a 22 anos e 10 meses de reclusão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Com a determinação do STF, a mulher, que era amiga de Gaciele Ugulini, madrasta de Bernardo, deve voltar ao regime semiaberto. Segundo o MPRS, a reclamação foi ajuizada por entender que o benefício foi concedido indevidamente, já que 50% do cumprimento da pena está pendente.
Recentemente, Leandro Boldrini, pai de Bernardo e que também foi condenado, teve a licença profissional para exercer medicina cassada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Boldrini também cumpre pena em regime semiaberto e atuava no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM).
A morte do menino Bernardo aconteceu em março de 2014. O pequeno desapareceu na cidade de Três Passos e foi encontrado 10 dias depois em Frederico Westphalen.
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