Ter um equino não é fácil e nem barato. Seja cavalo ou égua, quem tem um animal desse porte sabe que os valores para mantê-los são altos. No entanto, na região há a possibilidade de economizar pelo menos na primeira etapa desse processo. Graças à Secretaria de Meio Ambiente e Preservação Ecológica de Sapiranga, quem quiser ter um em sua propriedade pode optar pela adoção e de quebra fazer uma boa ação, dando um novo lar para um desses animais fascinantes.

Foto: Gabriel Stöhr/GES Especial
Quem quiser efetuar uma adoção, precisa entrar em contato com o Centro de Proteção e Bem-Estar Animal de Sapiranga (Cempra) pelo telefone (51) 99610-7398. Desta forma, será dado início ao processo, com uma visita ao local onde o animal vai ficar, seja ele próprio do adotante ou alugado em sistema de hotelaria, como frequentemente vemos nos Centros de Tradições Gaúchas (CTGs).
Além da aprovação do pessoal do Cempra, é necessário que a localidade esteja cadastrada na Inspetoria de Defesa Agropecuária do governo do Estado.
“Não adianta só querer adotar. A pessoa precisa entender que o cavalo necessita de uma espaço maior. Tendo o cadastro e a propriedade estando a adequada, tudo vai correr tranquilamente para efetuar a adoção”, pontua Ederson Klein, da pasta que trata dos assuntos do meio ambiente de Sapiranga.

Foto: Gabriel Stöhr/GES Especial
Se tudo estiver dentro dos conformes com a propriedade, a Secretaria irá emitir o Guia de Transporte Animal e entregar o animal na propriedade destinada. Mesmo assim, o acompanhamento continua. Klein afirma que, após a entrega, a equipe segue com frequentes visitas aos adotantes, para verificar se os cavalos estão sendo tratados corretamente.
Um dos que passou por todo o processo e hoje tem um novo companheiro na sua chácara foi Flávio Valmor Land, 62 anos. Ele, que é aposentado pelo setor calçadista, tem um belo sítio em São Francisco de Paula, onde mantém o cavalo adotado.
“Vimos (o anúncio para adoção) no site da prefeitura e no momento que eu manifestei o interesse por um cavalo, entramos em contato. A partir de então agendamos uma entrevista e um encontro no haras pra escolher um dos animais. Feita a escolha, nos foi solicitada a documentação para transferência do animal para o sítio. E lá está ele, bem feliz”, relatou Land.

Foto: Arquivo pessoal
Monitoramento
Os cavalos e éguas colocados para adoção recebem um microchip. Com isso, é possível identificar o animal em um possível caso de maus tratos, e assim fazer a retomada. Outra situação que não pode ocorrer é a disponibilização do animal para venda.
“Todos eles (equinos) já estão chipados, então a pessoa que adota tem que estar ciente que se vermos o animal nas ruas ou sofrendo maus tratos ela vai ser responsabilizada”, alerta o secretário.
O adotante que quiser repassar o cavalo para outra pessoa, precisa antes entrar em contato com a pasta, que irá realizar um novo processo de vistorias com o pretendente.
Cuidados recebidos
Desde 2022, a prefeitura de Sapiranga está à frente da recuperação e depois da tentativa de encontrar novos lares para esses animais. Klein conta que antes, pessoas ligadas à administração municipal já cuidavam do assunto de forma informal, mas por conta da efetivação da proibição da tração animal na área urbana do município, que entrou em vigência no início de 2023, o Cempra assumiu a função de maneira oficial meses antes.
Agora, com todo o processo a cargo da entidade municipal, pode ser feita uma maior padronização, como explica o fiscal ambiental Cleberson de Bairros Rigol.
“Os cavalos quando são recolhidos ficam em um período de quarentena. Nesse período eles ficam isolados, não têm contato com os outros animais. Até que saem os resultados dos exames de mormo e anemia infecciosa. Depois o veterinário vem, coleta o sangue e aplica a vacina contra a influenza, aí manda para o laboratório. Após o resultado, aí a gente pode inserir junto com os outros, claro, se estiver em condições”, disse. O veterinário responsável é Paulo Henrique Vieira.
Atualmente, o Cempra conta com 31 cavalos já disponíveis para adoção. Outros seis ainda passam por processos de reabilitação, mas logo devem se juntar aos demais. Eles têm, em média, de 14 a 20 anos de idade.
Doguinhos
No Centro de Proteção e Bem-Estar Animal de Sapiranga ainda há cerca de 70 cachorros para adoção. Os pets também chegam para seus futuros tutores com a vacinação em dia e devidamente castrados.

Foto: Gabriel Stöhr/GES Especial
“Se precisar a gente vai na residência e entrega. Se não, a pessoa vem aqui e traz os documentos. O cachorro é entregue microchipado e já castrado. Se for filhote, entregamos com as vacinas iniciais e continuamos o cronograma vacinal e depois, quando ele já tiver seis meses, também fazemos a castração”, explica Tatiele Seifert, diretora do Cempra.