O Rio Grande do Sul registrou nos últimos dias entardeceres com cores intensas, em tons de laranja e vermelho. Segundo a MetSul Meteorologia, o fenômeno está ligado à presença de nuvens do tipo Cirrus.
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Foto: Gabriel Stöhr / GES Especial
Essas nuvens se formam em grandes altitudes, acima de oito quilômetros, e são compostas por cristais de gelo. Finas e translúcidas, elas espalham a luz solar, intensificando as cores no horizonte.
Papel da baixa segregada
Conforme a MetSul, outro fator decisivo foi a atuação de uma baixa segregada, também chamada de cut-off low. Trata-se de um vórtice ciclônico em médios e altos níveis da atmosfera.
Esse sistema cria condições ideais para a formação de nuvens altas. No RS, a combinação entre a baixa segregada e a posição do sol favoreceu os céus coloridos observados em várias cidades.
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Como as cores variam
A meteorologista Estael Sias explicou que “Cirrus mais finos resultam em matizes suaves, enquanto formações mais espessas produzem tonalidades mais fortes”. A umidade em altitude também influencia.
Com maior vapor d’água, os cristais de gelo se formam em maior número, ampliando a cobertura de nuvens e prolongando a duração das cores, deixando os entardeceres ainda mais chamativos.
Condições recentes
A presença de poluentes ou fumaça pode alterar os tons, assim como a ausência de nuvens altas, que reduz os contrastes e suaviza o efeito.
Segundo a MetSul Meteorologia, os últimos dias reuniram fatores ideais, como atmosfera limpa, boa umidade, baixa segregada e abundância de nuvens Cirrus. Isso garantiu cenários de rara intensidade no Estado.