A previsão indicava acumulados entre 100 e 200 milímetros de chuva para algumas regiões do Rio Grande do Sul no final de semana, o que gerou apreensão entre moradores do Vale do Sinos. Principalmente em função da chuva excessiva registrada nas últimas semanas. No entanto, o volume de chuva que efetivamente caiu na região foi menor que o esperado, o que teve efeito direto no nível do Rio dos Sinos. Embora ainda esteja em cota de atenção, o rio manteve um comportamento estável.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Novo Hamburgo
O resultado foi um fim de semana sem grandes transtornos nos municípios da região. Em Novo Hamburgo, por exemplo, moradores de áreas que historicamente enfrentam problemas com alagamentos relataram alívio. É o caso das ruas Bruno Werner Storck e Alcântara, no bairro Canudos, e também do Loteamento Integração, no bairro Lomba Grande, onde não houve registro de acúmulo de água nem no final de semana, nem na manhã desta segunda-feira (30).

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
A moradora Daniela Vieira, de 45 anos, vive no loteamento Integração e conta que havia um clima de tensão no bairro. “A gente estava com muito medo de que viesse uma nova enchente, porque até semana passada já estávamos com pontos alagados aqui. Ainda estamos nos recuperando da enchente de maio (de 2024), ainda estamos curando as feridas. Então, quando veio o alerta de muita chuva, todo mundo ficou muito apreensivo”, relata. Por conta dos alertas da Defesa Civil, Daniela levou sua mãe, Cassilda Vieira, para sua casa, já que a idosa reside em uma área alagável.
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São Leopoldo
Em São Leopoldo, o cenário também é de estabilidade, com leve recuo no nível do Rio dos Sinos nas últimas horas. Apesar da chuva entre sábado e domingo, a marca do fim de semana foi a baixa gradual no índice do rio, que nesta segunda-feira (30), às 9 horas, estava em 4,34 metros, abaixo da cota de inundação, que é de 4,5 metros.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Um dos principais pontos de atenção nos últimos dias, a Rua da Praia, que estava alagada até o final da semana passada, não apresenta mais acúmulo de água. O rio, que havia saído do leito e invadido parte da via, já recuou e voltou ao seu curso normal.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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Taquara
Outro município importante para a análise do comportamento do Rio dos Sinos é Taquara, no Vale do Paranhana. A cidade serve como referência para os demais municípios da bacia porque os efeitos da chuva por lá costumam repercutir no Vale do Sinos cerca de dois dias depois. Após um fim de semana de apreensão, o município também registrou uma condição mais tranquila. Segundo o coordenador da Defesa Civil de Taquara, Alessandro Santos, o acumulado de chuva entre sábado e domingo foi de 67 milímetros, bem abaixo do previsto.
Na manhã desta segunda-feira, o nível do Rio dos Sinos era de 5,72 metros, ainda abaixo da cota de alerta, que é de 6,80 metros, e apresentava uma elevação lenta. “A expectativa é que hoje, durante o dia, estabilize. Não temos áreas alagadas, nem temos desabrigados ou desalojados”, afirma.
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São Sebastião do Caí: Famílias seguem em abrigos, mas nível do rio começa a recuar
Enquanto a situação se estabiliza no Vale do Sinos e no Paranhana, o Vale do Caí ainda enfrenta reflexos das chuvas. Em São Sebastião do Caí, o Rio Caí ultrapassou a cota de inundação no fim de semana e chegou, nesta segunda-feira, a 11,8 metros, ou seja, acima da cota de inundação que é de 10 metros. Com o extravasamento do rio, algumas ruas foram invadidas pela água, e por precaução, cerca de 50 famílias (aproximadamente 150 pessoas) precisaram deixar suas casas.
As famílias foram encaminhadas para abrigos organizados pela prefeitura no Parque Centenário, que concentra a maior parte da estrutura emergencial do município. A boa notícia é que, segundo dados da Defesa Civil, o nível do rio começou a recuar nesta segunda-feira, com uma queda média de 6 centímetros por hora. A expectativa é de que, até terça-feira (1), o rio volte ao leito e os pontos de alagamento desapareçam.