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CHUVA NO RS: Por que chove em volume tão extremo no RS? 4 fenômenos ao mesmo tempo explicam o motivo

MetSul Meteorologia descreve os fatores que afetam severamente o tempo no Rio Grande do Sul nos últimos dias

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Publicado em: 18/06/2025 às 16h:36 Última atualização: 18/06/2025 às 16h:37
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A chuva extrema no RS desde o sábado (14) é influenciada não por um, mas por uma série de fatores, segundo explica a MetSul Meteorologia. São quatro fenômenos que influenciam os volumes no Estado nesta semana.

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Os volumes excessivos já causaram mortes e estragos no Rio Grande do Sul, especialmente entre esta terça e quarta-feira (18). Os dados mais recentes da Defesa Civil Estadual, divulgados às 15h08, apontam para estragos em 58 municípios gaúchos. 

Chuva extrema no RS é influenciada por quatro fatores, segundo a MetSul | abc+



Chuva extrema no RS é influenciada por quatro fatores, segundo a MetSul

Foto: MetSul/X-Reprodução

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Até o momento, também são confirmadas pelo órgão duas mortes ligadas às condições severas do tempo, além de uma pessoa desaparecida. Há, ainda, 1.038 pessoas em abrigos, 1.215 desalojadas no RS.

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Veja, abaixo, cada um dos fatores que contribuem para a chuva no RS:

Bloqueio atmosférico

Entre os fenômenos que afetam o tempo está um bloqueio atmosférico associado a uma circulação anticiclônica na altura do Sudeste do Brasil em altitude. “Por isso, o tempo está firme e seco com elevação da temperatura no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil enquanto no Rio Grande do Sul chove muito com uma frente bloqueada”, descreve a MetSul.

O bloqueio atmosférico atua impedindo o avanço normal das frentes frias e massas de ar e ocorre quando sistemas de alta pressão (anticiclônicos) ficam estacionados por vários dias ou até semanas sobre uma determinada região. “Essa barreira atmosférica dificulta a movimentação dos sistemas meteorológicos, como ciclones e frentes, alterando o padrão típico do tempo”.

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Frente semi-estacionária

Como as frentes frias não tem como avançar por causa do bloqueio atmosférico, a frente que chegou ao RS não consegue furar o bloqueio “e passou à condição de semi-estacionária sobre o Rio Grande do Sul, despejando chuva por dias seguidos quase na mesma área e com muito altos volumes”.

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Jatos de baixos níveis

Somado ao bloqueio atmosférico e à frente semi-estacionária, corrente de jato em baixos níveis também atua no RS. O fenômeno “transporta ar quente para o Estado, alimentando a formação de nuvens muito carregadas com temporais e chuva forte”.

Ele funciona como “um corredor de vento nas camadas baixas da atmosfera que se origina na Bolívia e traz ar quente para o Estado”.

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Gradiente de temperatura

O quarto fator que afeta o tempo é chamado de gradiente de temperatura. Conforme a MetSul, “uma vez que há um bloqueio atmosférico e o Rio Grande do Sul se encontra na borda, o estado encontra-se neste momento entre duas massas de ar com características distintas: uma quente ao Norte e outra fria ao Sul”.

A condição de diferença entre temperaturas promove a instabilidade.

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Apesar de o gradiente térmico estar presente no evento de chuva estrema de maio de 2024, ele “era muito maior que hoje”, avalia a empresa.

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