Os volumes extremos de chuva que atingiram o Rio Grande do Sul entre esta sexta-feira (22) e sábado (23) causaram enchentes no Sul do Estado. Em São Lourenço do Sul, o Arroio São Lourenço inundou e invadiu ruas e casas.
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Foto: Reprodução/MetSul/X
Segundo MetSul Meteorologia, mais de duas mil residências foram atingidas. Muitas famílias precisaram deixar as casas e buscar abrigo em casas de parentes ou amigos. O cenário levou a prefeitura a decretar calamidade pública e pedir apoio da Marinha.
Apesar da gravidade, apenas 17 pessoas estão em acolhimento no abrigo emergencial da Comunidade Nossa Senhora de Fátima. Outras 22 famílias também ficaram sem moradia temporária, mas foram recebidas por conhecidos.
O Executivo municipal admite que o total de desalojados é maior, mas não há contagem precisa.
Além disso, a enchente causou dificuldades no monitoramento do nível do arroio. O aparelho que faz a medição foi danificado pela água e não registrou a altura exata alcançada pela cheia.
O prefeito Zelmute Marten destacou a gravidade da situação. “A água vem da zona rural, que é mais alta, e demora cerca de oito horas para chegar ao centro. Isso fez com que o arroio transbordasse durante a madrugada”, explicou.
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Desde a madrugada, equipes da Brigada Militar, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil trabalham em resgates e transporte de moradores. A Defesa Civil Estadual também deslocou reforços para apoiar os serviços emergenciais.
Em regime de plantão, técnicos e voluntários estão percorrendo os bairros mais atingidos, auxiliando famílias e organizando doações de roupas, alimentos e materiais de higiene.
Segundo relatos de moradores, a água avançou de forma bastante rápida em diversos pontos da cidade. Ruas inteiras ficaram intransitáveis e algumas pessoas tiveram que ser resgatadas com ajuda de barcos.
Por que choveu tanto?
O volume de chuva na área da bacia do Arroio São Lourenço, conforme o Pluviômetro do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres (Cemaden), era de 198 milímetros até o começo da tarde deste sábado. Medições de proprietários rurais, contudo, chegaram a indicar 300 milímetros.
“Foram dois sistemas meteorológicos os responsáveis pela chuva excessiva no Sul do Rio Grande do Sul, uma frente quente e depois uma frente fria, ambos com altos volumes de precipitação”, explica a MetSul.
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Os especialistas explicam que uma frente quente que se organizou sobre o Rio Grande do Sul na madrugada e manhã de sexta trouxe chuva volumosa no Sul e no Leste gaúcho. No final da sexta, com massa de ar frio se aproximando, frente fria ganhou muita intensidade com chuva pesada e altos volumes no Sul do Estado.