A forte chuva que atingiu Osório na tarde de terça-feira (9) provocou alagamentos em pelo menos cinco bairros da cidade. [Veja vídeo ao final desta reportagem.]
Conforme a Defesa Civil, cerca de 80 milímetros de precipitação foram registrados em apenas três horas, volume que fez a água invadir pátios e o interior de residências e comércios.
O ponto mais afetado foi a Avenida Brasil, no bairro Porto Lacustre, onde moradores relatam que a situação de alagamentos é recorrente.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Nesta quarta-feira (10), apesar da chuva persistente durante a manhã, o volume foi bem menor e toda a cidade já apresentava situação de normalidade.
Ainda assim, alguns rastros do temporal permaneciam visíveis, especialmente na Avenida Brasil, com acúmulo de sujeira, móveis descartados em frente às casas e um supermercado permaneceu fechado, com um aviso na porta informando que a enchente provocou perdas de mercadorias.
No mesmo ponto, placas de veículos que se desprenderam de carros durante o alagamento foram deixadas na vitrine do estabelecimento para que os motoristas pudessem recuperá-las.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
O empresário Aldenir de Jesus Silva, 55 anos, morador da Avenida Brasil, afirma que o problema não é novidade. Segundo ele, os alagamentos são recorrentes e se intensificam ao longo dos anos.
“Moro aqui há 33 anos e há 20 (anos) a gente luta com isso. Cada vez pior. Fizeram obra de drenagem, mas não fizeram a captação certa. Ontem teve 30, 40 centímetros de água dentro de algumas casas, em outras mais. O mercado aqui da esquina teve um metro de água dentro e perdeu mercadoria. Na minha vidraçaria, perdi móveis, e os vidros ficaram todos molhados. Isso tudo acontece há 20 anos já”, desabafa.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
A prefeitura explica que o trecho da Avenida Brasil já recebeu obras de macrodrenagem em meados de 2010, que foram eficientes por muitos anos.
Contudo, segundo a administração, os efeitos das mudanças climáticas e o aumento da frequência de eventos extremos, especialmente após a enchente de maio de 2024, fazem com que o sistema atual já não responda como antes.
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O prefeito Romildo Bolzan Júnior afirma que o município vai agir em duas frentes. No curto prazo, serão adotadas medidas mitigatórias para reduzir os transtornos em dias de chuva intensa.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Paralelamente, um estudo técnico aprofundado será conduzido pelo setor de engenharia para avaliar todos os fatores que têm provocado o acúmulo de água na região, que também sofre influência da proximidade com o Arroio Vicente.
Segundo o prefeito, a análise deve indicar se uma nova intervenção estrutural será necessária. “Vamos estudar todos os fatores que ocasionaram esse acúmulo de água. A partir disso, poderemos adotar medidas rápidas, mas também avaliar se é preciso uma intervenção maior para melhorar a vazão na região. Se o estudo indicar que uma obra resolve o problema, nós vamos trabalhar para executá-la”, afirma.