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CICLONE: Novo sistema se forma no continente e fenômeno raro no Atlântico Sul vai influenciar impactos no RS; saiba como

Virada do mês será marcada pela formação e atuação de novo ciclone extratropical

Nadine Funck
Publicado em: 28/08/2025 às 13h:00 Última atualização: 28/08/2025 às 13h:04
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A virada do mês de agosto para setembro será de nova formação de ciclone extratropical no continente.

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Contudo, o que a meteorologista da MetSul Estael Sias descreve como “situação muito interessante” vai fazer com que Rio Grande do Sul seja menos impactado do que na última semana, quando outro ciclone trouxe chuva forte e vento antes da atuação de frente quente seguida de frente fria.

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Novo ciclone extratropical vai se formar no continente | abc+



Novo ciclone extratropical vai se formar no continente

Foto: MetSul

O que vai acontecer

A meteorologista explica que, assim como o ciclone que se formou entre os dias 19 e 20 de agosto, o sistema vai se iniciar no Centro da Argentina.

Primeiro, uma área de baixa pressão em altitude com ar frio vai avançar do Oceano Pacífico ao Chile. Na sequência, cruzará a Cordilheira dos Andes em direção ao território argentino. 

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Sobre a Argentina, entrará em fase com uma baixa pressão na superfície, o que vai dar origem à formação de um ciclone entre o Oeste e o Centro argentino no último dia do mês. Na próxima segunda (1º), então, se moverá para Sudeste, em direção à província de Buenos Aires, antes de avançar ao Oceano Atlântico.

Barreira criada por fenômeno raro

É então que entra a “situação muito interessante” descrita por Estael. Enquanto o ciclone extratropical avançará, um enorme e raro centro de alta pressão atmosférica atuará com “sua crista” em direção ao território gaúcho, ou seja, vai funcionar como barreira.

“Isso fará com que o ciclone não se desloque do Centro da Argentina para Leste, rumo ao Uruguai e ao sul gaúcho, mas adote uma trajetória para o Sul no sentido do litoral da Patagônia, evitando os piores impactos no Rio Grande do Sul”, explica a meteorologista. Contudo, parte do RS sentirá os efeitos do sistema.

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Modelo meteorológico indica centro de alta pressão de 1050 hPa no primeiro dia de setembro no Atlântico Sul | abc+



Modelo meteorológico indica centro de alta pressão de 1050 hPa no primeiro dia de setembro no Atlântico Sul

Foto: MetSul

Áreas de maior risco e impacto no RS

Os maiores impactos do ciclone serão na Argentina, onde pode ter chuva volumosa, acima de 100 mm. Além disso, as rajadas de vento podem passar dos 100 km/h em alguns locais.

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No Rio Grande do Sul, por influência da formação do ciclone, o tempo se instabilizará com chuva em pontos da metade oeste no decorrer do domingo (31). No restante do Estado, o sol predominará com temperatura alta.

Com relação às rajadas de vento, parte do Estado pode registrar ventania de 40 km/h a 70 km/h. A costa e o oeste podem marcar acima de 80 km/h.

Na segunda, o tempo continuará ventoso no RS, mas, especialmente a Serra, pode marcar rajadas de até 80 km/h. Parte do dia ainda terá chuva em alguns locais do oeste, e a instabilidade avançará para o sul, atingindo ainda de forma isolada outras áreas do Estado.

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“Sob este cenário, o risco de danos estruturais por vento é baixo. Podem e devem ocorrer cortes de luz localizados em diferentes localidades, mas não se antecipa grande impacto na rede do setor elétrico”, explica a meteorologista.

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