A formação de um ciclone extratropical no continente trará risco para tempestades severas e vento forte ao Rio Grande do Sul nesta semana.
Conforme a meteorologista Estael Sias, da MetSul Meteorologia, apesar da presença do sol, os gaúchos já devem sentir uma mudança no tempo na segunda-feira (18).
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Foto: Reprodução/MetSul Meteorologia
O que deve acontecer a cada dia
A nebulosidade vai aumentar da tarde para a noite de segunda, e o tempo se instabilizará com chuva e trovoadas em vários pontos do oeste, centro, norte e o noroeste gaúcho.
Entre a madrugada e a manhã de terça (19), pontos do sul e do leste do Estado devem ser atingidos pela instabilidade, enquanto nuvens muito carregadas devem se formar sobre o oeste e o nordeste da Argentina.
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Segundo a meteorologista, o período de maior risco começa da tarde para a noite de terça, quando uma corrente de jato em baixos níveis vai trazer vento Norte com ar quente e tempo abafado para o noroeste, o norte, o nordeste e o leste gaúcho, ou seja, a região metropolitana.
Será entre a tarde de terça e a madrugada de quarta (20) que uma linha de instabilidade associada à formação do ciclone vai se organizar e avançar de oeste a leste no Rio Grande do Sul com risco de tempestades severas com chuvas intensas e de curto período, além de queda de granizo e vendavais.
As áreas que também podem ser afetadas são: partes do Nordeste da Argentina, o Paraguai, Santa Catarina e parte do Paraná, alcançando o Mato Grosso do Sul e podendo gerar instabilidade isolada no Mato Grosso e a oeste do estado de São Paulo.
As horas de risco mais alto
O período de maior risco para temporais ocorrerá entre a tarde de terça e o começo da quarta, quando, de acordo com Estael, uma linha de instabilidade associada à formação de uma frente fria derivada do ciclone vai avançar de oeste para leste do RS.
No decorrer dessas horas, é possível que os temporais provoquem chuva forte a intensa, na maioria dos pontos com curta duração, e ainda vendavais e queda localizada de granizo. Não se descartam rajadas perto e acima de 100 km/h.
“Há risco de desenvolvimento de supercélulas isoladas de tempestade com potencial de fenômenos severos isolados de vento”, informa a meteorologista.
Estael reforça ainda que “uma vez que haverá uma corrente de jato em baixos níveis com ar quente interagindo com a baixa fria em altitude sob um ambiente de acentuada vorticidade na atmosfera, há risco de formação de tornados na ciclogênese”.
O que esperar das rajadas de vento
Apesar do risco de vento forte durante a formação do fenômeno, a meteorologista pontua que as rajadas não devem ser tão intensas quanto as registradas no dia 28 de julho, quando o RS registrou ventos acima de 130 km/h.
Isso porque, naquela ocasião, o sistema se formou na costa gaúcha, enquanto nesta semana se formará sobre o oceano na altura de Buenos Aires, capital argentina.
Apesar da chance de passar de 100km/h de forma isolada, o vento deve gradualmente começar a diminuir com rajadas mais esporádicas da tarde para a noite da quarta. Na quinta-feira (21), “o ciclone extratropical tende a se afastar rapidamente, logo a perspectiva é de vento mais fraco e sem riscos”.