O Rio Grande do Sul deve ganhar em breve uma nova empresa especializada no encapsulamento e teste de semicondutores. Nesta segunda-feira (23) a Tellescom assinou um termo de intenções que deixa reservado um terreno no município de Cachoeirinha, na região metropolitana.

Foto: Google Maps
Conforme a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), a empresa paulista formalizou o interesse pela área que pertence ao Estado. A comercialização será feita via incentivos do Programa Estadual de Desenvolvimento Industrial (Proedi).
O objetivo da Tellescom é investir cerca de R$ 1 bilhão no local, que fica próximo ao Distrito Industrial do município, onde funcionava a Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec). A fábrica deverá ser construída ao longo dos próximos 10 anos, sendo focada na produção de componentes eletrônicos para áreas de comunicações, automotivas e computação avançada. A expectativa é gerar aproximadamente mil empregos.
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Outras cidades da região também foram visitadas pelos emissários da Tellescom: Canoas, Gravataí e Glorinha. No entanto, a facilidade de logística e a disponibilidade do terreno, pesaram a favor de Cachoeirinha.
“Temos muito orgulho de estar à frente deste programa no estado do Rio Grande do Sul e de poder concretizar esses investimentos, que são um símbolo de todo o trabalho que estamos desenvolvendo. Com certeza, são os primeiros anúncios de muitos outros que virão”, afirmou Simone Stülp, titular da Sict.
Atualmente o Estado conta apenas com uma empresa no setor de encapsulamentos, a coreana HT Micron, instalada em São Leopoldo.
Mais investimentos
Desde 2023 o Rio Grande do Sul conta com o programa Semicondutores RS, com foco em ações de pesquisa e desenvolvimento, formação de talentos e interlocução com o setor produtivo.

Foto: Luciana Salimen/Ascom Sict
Além do investimento em Cachoeirinha, a Sict anunciou um acordo de cooperação com a Chipus, para implantação de um centro de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em microeletrônica.
O local ainda será definido, mas o planejamento é que o lançamento ocorra em 2026, com investimento estimado entre R$ 200 milhões a R$ 300 milhões ao longo de cinco anos.
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