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METEOROLOGIA

Como supertufão no Pacífico indica El Niño intenso e risco de impactos severos no Brasil

Mesmo distante do Brasil, supertufão indica El Niño com potencial de impacto significativo no clima do País

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Publicado em: 14/04/2026 às 20h:46 Última atualização: 14/04/2026 às 21h:04
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O avanço do supertufão Sinlaku pelo Oceano Pacífico Oeste, sobre águas excepcionalmente quentes, é mais um indicativo de que um episódio intenso de El Niño pode se formar nos próximos meses. Segundo a MetSul Meteorologia, embora o fenômeno não represente risco direto ao Brasil, as condições que favoreceram a rápida intensificação dele chamam a atenção de meteorologistas.

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Supertufão no Oceano Pacífico | abc+



Supertufão no Oceano Pacífico

Foto: Reprodução/MetSul

Impulsionado pelas altas temperaturas da superfície do mar, o ciclone tropical atingiu força equivalente à categoria 5 em pouco mais de um dia. É justamente esse excesso de calor que fornece energia para que sistemas como tufões se organizem e se intensifiquem rapidamente.

Ainda que o supertufão se forme distante do território brasileiro, as condições que permitiram o desenvolvimento apontam que o El Niño previsto para os próximos meses possa ter potencial de impacto significativo no clima do País.

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“Por quê? O cenário de aquecimento no Pacífico Oeste não é isolado. Ele faz parte de uma reorganização maior do sistema climático que está em curso, típica dos períodos que antecedem episódios de El Niño. À medida que o fenômeno se desenvolve, há uma redistribuição de calor no oceano, com impactos diretos na atmosfera”, destaca a MetSul.

“O fortalecimento de Sinlaku ocorre justamente dentro deste cenário de mudança que está em andamento”, pontua o site de meteorologia. “Esse tipo de ambiente tende a se tornar mais frequente à medida que o El Niño ganha força”, conclui.

Outro fator que chama atenção é a época do ano em que o supertufão se formou. Um sistema tão intenso fora do pico da temporada sugere maior atividade no Pacífico — algo comum em anos de El Niño, quando há mais chance de formação de ciclones fortes.

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Pacífico Oeste concentra “energia” que pode dar origem ao El Niño

Uma grande área de águas quentes no Pacífico Oeste, próxima à Indonésia e à Austrália, é apontada como a principal fonte de energia para a formação do El Niño. Esse acúmulo de calor ocorre, em geral, durante períodos de La Niña, quando os ventos alísios se intensificam e empurram as águas quentes para essa região.

O cenário muda quando esses ventos perdem força ou surgem episódios de ventos de Oeste. Com isso, o calor acumulado começa a se deslocar em direção ao centro e ao leste do oceano, por meio das chamadas ondas de Kelvin — uma espécie de “pulso” que transporta energia pelo mar.

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Esse movimento marca o início do El Niño, com o avanço de águas mais quentes sobre áreas que normalmente são frias. A mudança interfere na circulação atmosférica global, provocando efeitos em diferentes partes do mundo, como secas em algumas regiões e chuvas intensas em outras.

O que é El Niño e como o fenômeno afeta o Brasil e o mundo

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, acompanhado do enfraquecimento dos ventos alísios. O processo oposto é chamado de La Niña: quando as águas ficam mais frias que o normal e os ventos sopram com mais intensidade. Esses eventos costumam ocorrer em ciclos de três a cinco anos e têm impacto global.

“El Niño, La Niña e neutralidade trazem consequências para pessoas e ecossistemas em todo o mundo. As interações entre o oceano e a atmosfera alteram o clima em todo o planeta e podem resultar em tempestades severas ou clima ameno, seca ou inundações”, explica a MetSul.

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“Tais alterações no clima podem produzir resultados secundários que influenciam a oferta e os preços de alimentos, incêndios florestais e ainda criam consequências econômicas e políticas adicionais. Fomes e conflitos políticos podem resultar dessas condições ambientais mais extremas.”

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No Brasil, os efeitos variam conforme a região. No Sul, o El Niño costuma aumentar o risco de chuvas volumosas e enchentes, enquanto a La Niña está associada a períodos de estiagem. Já no Nordeste, o padrão se inverte: o El Niño favorece a seca, e a La Niña tende a trazer mais chuva.

O nome “El Niño” surgiu no século XIX, quando pescadores da costa do Peru observaram o aquecimento anormal das águas próximo ao Natal, período associado ao nascimento de Cristo. Já durante a La Niña, a maior presença de águas frias favorece a pesca, devido à maior disponibilidade de nutrientes no oceano.

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