A Transpetro oficializou um marco importante para a indústria naval brasileira com a assinatura de um contrato de US$ 427 milhões junto ao Estaleiro Rio Grande.
O acordo, assinado na quinta-feira (18), prevê a construção de quatro navios de médio porte da classe MR1 (Medium Range), que serão destinados ao transporte de petróleo e derivados ao longo do litoral do país.
Cada uma das embarcações terá 40 mil toneladas de porte bruto (TPB), reforçando a infraestrutura nacional de cabotagem.
A encomenda faz parte do Programa Mar Aberto, uma iniciativa estratégica desenhada para renovar e expandir a frota própria do Sistema Petrobras.
O processo de contratação ocorreu por meio de uma licitação pública internacional que havia sido lançada no final de 2025. Agora, com a assinatura do contrato, inicia o período de eficácia contratual para a análise documental do estaleiro. A previsão é que o primeiro navio seja entregue em até 33 meses após a conclusão desta etapa regulatória.
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Foto: Transpetro
Expansão da frota e redução de custos
O anúncio ganha relevância dentro do plano macro de investimentos da companhia. Estes quatro navios integram um pacote maior da Transpetro no Programa Mar Aberto, que prevê um total de 16 navios de cabotagem, além de 18 barcaças e 18 empurradores. Somadas todas as frentes, a iniciativa já garantiu a encomenda de 52 embarcações.
“A contratação dos navios de médio porte reforça a estratégia de crescimento da capacidade logística da Transpetro para atender o aumento de produção e refino da Petrobras. Considerando as aquisições que fizemos na nossa gestão, a frota própria da companhia aumentará de 26 para 42 navios até 2030”, afirma o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci.
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Foco em tecnologia e sustentabilidade
Além do ganho logístico e comercial, os novos navios da classe MR1 trazem especificações técnicas alinhadas às exigências ambientais modernas. As embarcações foram projetadas com soluções de última geração que prometem um ganho de até 20% em eficiência no consumo de combustível. Esse desempenho gera uma redução de aproximadamente 30% nas emissões de gases de efeito estufa, cumprindo diretrizes estabelecidas pela Organização Marítima Internacional (IMO).
Os navios estarão preparados para operar com biocombustíveis, a exemplo do etanol, e aptos a atuar em portos eletrificados graças a um sistema de conexão à energia de terra. A eficiência operacional também será impulsionada pelo design, já que os cascos receberão um revestimento com tinta de alto desempenho para diminuir o atrito com a água.
Com dimensões de aproximadamente 175 metros de comprimento e 30 metros de boca (largura), os navios terão versatilidade para transportar combustíveis essenciais como diesel, gasolina e óleo combustível.
Os modelos MR1 serão equipados com ferramentas de engenharia digital 3D, sistemas de telemetria e suporte de telemedicina.