O Rio Grande do Sul ultrapassou a marca de 70 mortes por dengue em 2024. No fim da tarde desta terça-feira (16), o Estado confirmou mais três óbitos pela doença e agora tem 73 casos de vidas perdidas por conta dela neste ano. É maior número registrado na série histórica que é contabilizada desde 2015 pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Foto: Diego da Rosa/GES
Dos casos mais recentes confirmados, todas as vítimas tinham comorbidades. Um homem de 56 anos morreu por decorrência da dengue em Pelotas no dia 2 de março. Já em São Luiz Gonzaga, um homem de 55 anos faleceu no dia 25 de março. Em Doutor Maurício Cardoso, uma mulher de 77 anos morreu no dia 7 de abril.
A 70ª morte pela doença no Estado foi confirmada pela SES na segunda-feira (15). A vítima era um homem de 66 anos que faleceu em São Leopoldo no dia 8 de abril. A cidade do Vale do Sinos é a que tem o maior número de pessoas que morreram por dengue em 2024. São 13 óbitos já confirmados.
O ranking mais casos de mortes no Estado ainda tem Novo Hamburgo (8), Tenente Portela (6), Santa Rosa (4) e Frederico Westphalen (4).
Recomendações
O governo do Estado pede para que a população procure atendimento médico nos serviços de saúde logo nos primeiros sintomas. Dessa forma, evita-se o agravamento da doença e a possível evolução para óbito.
Medidas de prevenção à proliferação e circulação do Aedes, com a limpeza e revisão das áreas interna e externa das residências ou apartamentos e eliminação dos objetos com água parada são ações que impedem o mosquito de nascer, cortando o ciclo de vida na fase aquática.
O uso de repelente também é recomendado para aumentar a proteção individual contra o Aedes Aegypti.
Sintomas
– Febre alta (39°C a 40°C), com duração de dois a sete dias;
– Dor retroorbital (atrás dos olhos);
– Dor de cabeça;
– Dor no corpo;
– Dor nas articulações;
– Mal-estar geral;
– Náusea;
– Vômito;
– Diarreia;
– Manchas vermelhas na pele, com ou sem coceira.
LEIA TAMBÉM