Nesta quinta-feira (24) é comemorado o Dia do Chimarrão, em homenagem a uma das mais marcantes tradições da cultura gaúcha. Se antes a erva-mate era servida de forma simples, hoje o mercado apresenta uma gigantesca variedade, com sabores variados, misturas com chá, além de bombas e cuias de diversos tipos e formatos.

Foto: Gabriel Stöhr/GES Especial
Para Dieison Moraes, de 34 anos, gerente comercial de uma distribuidora de cuias e kits de chimarrão em Novo Hamburgo, o cenário atual reflete uma tradição viva e adaptável. “É uma tradição que continua. Especialmente para nós, essa chegada do inverno é muito boa e as vendas aumentam. Nessa época também tem o Dia das Mães, que é quando nossos produtos são mais vendidos, então um mês e meio antes, em meados de março, já fica muito movimentado”, explica.
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Foto: Gabriel Stöhr/GES Especial
Tradição virou coleção
Esse vínculo emocional com o chimarrão é algo que acompanha gerações. A padeira Kátia Suzana Primaz Volz, 56 anos, carrega essa paixão desde que era criança. Hoje, ela tem mais de 60 cuias em casa — algumas delas bastante inusitadas, até com conexão bluetooth para tocar música.
“Minha mãe não deixava eu tomar chimarrão quando criança. Então eu me criei vendo eles tomar, aí quando fiquei mais moça ela começou a me dar chimarrão e eu peguei gosto. Eu amo chimarrão, tomo direto quando estou em casa. Então, se quer me ver feliz, é me dar uma cuia”, conta Kátia, que é moradora do bairro São José.
Ela lembra que nunca planejou ter uma coleção, mas aos poucos foi ganhando e comprando cuias diferentes, até transformar esse hábito em um hobby pessoal.

Foto: Gabriel Stöhr/GES Especial
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Costume que resiste ao tempo
Mesmo com as inovações no mercado e as novas formas de consumo, muitas famílias seguem valorizando o chimarrão raiz, aquele feito com erva tradicional, cuia e bomba simples. A moradora do bairro Redentora, Franciele Oliveira, de 35 anos, consultora de vendas em uma loja de roupas, faz questão de manter essa herança dentro de casa.
“Aqui tentamos manter o máximo possível da tradição na cuia e na bomba. A erva eu até gosto de colocar uns chás, mas meus filhos e meu esposo preferem só a erva mesmo, por isso o nosso chimarrão segue o mais básico possível”, conta.