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MATE AMARGO

Dia do Chimarrão: Do mate tradicional às novidades; agora tem até cuia com bluetooth

Bebida típica do Rio Grande do Sul segue presente no dia a dia, mas agora ganha diferentes cores e sabores

Publicado em: 24/04/2025 às 07h:48 Última atualização: 24/04/2025 às 07h:49
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Nesta quinta-feira (24) é comemorado o Dia do Chimarrão, em homenagem a uma das mais marcantes tradições da cultura gaúcha. Se antes a erva-mate era servida de forma simples, hoje o mercado apresenta uma gigantesca variedade, com sabores variados, misturas com chá, além de bombas e cuias de diversos tipos e formatos.

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Dia do Chimarrão | abc+



Dia do Chimarrão

Foto: Gabriel Stöhr/GES Especial

Para Dieison Moraes, de 34 anos, gerente comercial de uma distribuidora de cuias e kits de chimarrão em Novo Hamburgo, o cenário atual reflete uma tradição viva e adaptável. “É uma tradição que continua. Especialmente para nós, essa chegada do inverno é muito boa e as vendas aumentam. Nessa época também tem o Dia das Mães, que é quando nossos produtos são mais vendidos, então um mês e meio antes, em meados de março, já fica muito movimentado”, explica.

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Dieison Moraes | abc+



Dieison Moraes

Foto: Gabriel Stöhr/GES Especial

Tradição virou coleção

Esse vínculo emocional com o chimarrão é algo que acompanha gerações. A padeira Kátia Suzana Primaz Volz, 56 anos, carrega essa paixão desde que era criança. Hoje, ela tem mais de 60 cuias em casa — algumas delas bastante inusitadas, até com conexão bluetooth para tocar música.

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“Minha mãe não deixava eu tomar chimarrão quando criança. Então eu me criei vendo eles tomar, aí quando fiquei mais moça ela começou a me dar chimarrão e eu peguei gosto. Eu amo chimarrão, tomo direto quando estou em casa. Então, se quer me ver feliz, é me dar uma cuia”, conta Kátia, que é moradora do bairro São José.

Ela lembra que nunca planejou ter uma coleção, mas aos poucos foi ganhando e comprando cuias diferentes, até transformar esse hábito em um hobby pessoal.

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Dia do Chimarrão

Foto: Gabriel Stöhr/GES Especial

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Costume que resiste ao tempo

Mesmo com as inovações no mercado e as novas formas de consumo, muitas famílias seguem valorizando o chimarrão raiz, aquele feito com erva tradicional, cuia e bomba simples. A moradora do bairro Redentora, Franciele Oliveira, de 35 anos, consultora de vendas em uma loja de roupas, faz questão de manter essa herança dentro de casa.

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“Aqui tentamos manter o máximo possível da tradição na cuia e na bomba. A erva eu até gosto de colocar uns chás, mas meus filhos e meu esposo preferem só a erva mesmo, por isso o nosso chimarrão segue o mais básico possível”, conta.

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