Teve início nesta quarta-feira (23), a mobilização para a duplicação de um trecho da Rua Rincão, entre os municípios de Novo Hamburgo e Estância Velha. A obra será de aproximadamente 500 metros e ocorre entre a Rua Hungria, no bairro Petrópolis (Novo Hamburgo), até as imediações de uma loja de material de construção situada na altura da Rua João Lourenço (Estância Velha). O investimento passa de R$ 1 milhão.
CLIQUE AQUI PARA FAZER PARTE DA COMUNIDADE DE NOVO HAMBURGO NO WHATSAPP

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
A duplicação irá conectar dois trechos da Rua Rincão que já estão duplicados há mais de uma década. Com a execução da obra, a via passará a contar com uma nova pista paralela à atual e um canteiro central, ampliando a fluidez e a segurança no trânsito.
O anúncio da duplicação foi feito no dia 1º de abril, e desde então a comunidade local aguardava com desconfiança a efetivação da obra. Com a movimentação de máquinas, moradores e comerciantes agora demonstram mais confiança de que a intervenção sairá do papel.
LEIA MAIS: Obra de alargamento de avenida de Estância Velha começa a ser executada
Nesta etapa inicial, os trabalhos concentram-se na organização do canteiro de obras e na estruturação logística para receber as equipes responsáveis pela execução dos serviços. Em paralelo, já ocorre a limpeza do terreno que receberá a nova pista. Estão sendo retiradas árvores e demais obstáculos físicos que ocupam a faixa por onde será aberta a nova via.
A previsão contratual é de que a obra seja concluída em até três meses. No entanto, há uma margem de segurança considerada pelas equipes técnicas, que projeta até seis meses de prazo para a finalização total dos trabalhos. A ampliação dessa estimativa considera fatores como as condições climáticas e a possibilidade de imprevistos técnicos, como a necessidade de instalar uma nova rede de drenagem pluvial ou o reposicionamento de tubulações de gás e outros sistemas subterrâneos que possam existir no trecho.
Apesar da expectativa positiva que a obra traz, ainda há preocupações entre parte dos moradores e empresários, especialmente no que diz respeito às desapropriações. Embora alguns imóveis já tenham sido desapropriados e os proprietários devidamente indenizados, ainda existem estabelecimentos comerciais e residências que não receberam qualquer comunicação formal ou compensação financeira.
CLIQUE AQUI PARA RECEBER NOSSA NEWSLETTER
A empresária Kelly Petry, proprietária de uma loja de artigos personalizados na Rua Rincão, reconhece o potencial positivo da obra para os negócios locais, mas faz ponderações à falta de clareza por parte do poder público sobre o processo de desapropriação.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
“Para o comércio, a duplicação vai trazer bons benefícios. Nós temos lojas grandes que estão prestes a se instalar aqui, grandes atacados. Vai ficar uma via de acesso principal. Porém, nós temos as desapropriações que ainda não estão muito bem definidas. Temos desapropriações de partes de terrenos, onde vão ser demolidos, por exemplo, grades, muros, entradas, postes de energia. E a pergunta é quanto tempo vai levar para essas coisas serem reconstruídas? Essa é nossa preocupação”, destaca.