A época do ano mais esperada pelos apaixonados pela cultura gaúcha chegou. É tempo de Enart! O Encontro de Arte e Tradição Gaúcha é o maior festival de arte amadora da América Latina. A abertura oficial desta 38ª edição foi na tarde desta sexta-feira (21) e o encerramento será no domingo (23).
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Foto: Governo do Rio Grande do Sul
Nesse período, cerca de quatro mil artistas de todo o Rio Grande do Sul se reúnem no Parque da Oktoberfest, em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, para participar de competições de dança tradicional, música instrumental, declamação, concurso literário e trova galponeira.
O secretário da Cultura, Eduardo Loureiro, que representou o governador no evento, destacou o investimento de R$ 350 mil da Lei de Incentivo à Cultura (LIC). “O Enart é um patrimônio do povo gaúcho e apoiá-lo significa valorizar nossas raízes e garantir que novas gerações tenham acesso à arte e à tradição. O festival fortalece a nossa identidade, enquanto gaúchos que somos, e oportuniza que nosso legado se faça presente para além das nossas fronteiras”, ressaltou o titular da Sedac.
Além das expressões artísticas, a Chama Crioula, símbolo da tradição gaúcha e patrimônio cultural imaterial do Estado, também marcou presença na cerimônia. A estimativa de público desta edição é de 60 mil espectadores.
Organizado pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e pela Fundação Cultural Gaúcha (FCG), o Enart atravessa fronteiras e une gerações no tablado de apresentações. Realizado desde 1986, mobiliza competidores das 30 Regiões Tradicionalistas (RTs) e reúne pais e filhos em uma demonstração de amor à identidade e à cultura regional.
O uruguaio residente no Chuí, Facundo Modernell, de 23 anos, busca preservar a tradição que aprendeu com o pai e, para ele, o Enart celebra a identidade da vida nos campos do bioma Pampa. “Nós estamos cultivando a parte artística da nossa cultura e, assim, vamos perpetuar a verdadeira essência do campo”, disse, após participar da cerimônia de abertura do festival.
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Foto: Governo do Rio Grande do Sul
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Marca dos Festejos Farroupilhas, a Chama Crioula também participa do Enart. Acesa em nove de novembro, na basílica de Nossa Senhora Medianeira, em Santa Maria, é conduzida por cavalarianos por 188 quilômetros, até Santa Cruz do Sul. Segundo o vice-presidente de Cavalgadas do MTG, Marcio D’Ávila, ela representa a presença da padroeira do Rio Grande Sul no festival: “a chama é acesa e trazida da basílica há muitos anos, assim, nossa padroeira protege a todos nós”, conta.