O Sul do Brasil entra em uma semana típica de El Niño, com atmosfera mais instável e previsão de chuva volumosa em vários pontos da região. No Rio Grande do Sul, a situação já vinha sendo marcada por temporais consecutivos desde sexta-feira (17), com registros de granizo, vendavais e danos em diferentes áreas do Estado.
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Foto: Paulo Pires/GES
Frente fria amplia a instabilidade
Segundo a MetSul Meteorologia, uma massa de ar frio avança pela Argentina no início da semana e ajuda a deslocar a frente semi-estacionária entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul para o norte, agora como frente fria. Esse sistema deve levar chuva também para Santa Catarina e Paraná, ampliando a área afetada pela instabilidade.
Com isso, a chuva deve ganhar força na metade norte gaúcha entre segunda (20) e terça-feira (21), período em que Porto Alegre pode registrar os maiores volumes da semana. A previsão indica precipitação por vezes forte e risco de temporal, especialmente nesses dois dias.
Risco de temporais, granizo e vendavais
Os modelos meteorológicos apontam chuva com volumes elevados a muito altos no Sul do Brasil, embora haja divergências sobre os locais com maior acumulado. No Rio Grande do Sul, os volumes podem variar de 100 mm a 200 mm em muitas cidades, com pontos que podem superar 200 mm até quarta-feira (22).
O risco de tempo severo é reforçado pela presença de ar muito quente à frente do sistema frontal e pela atuação de uma corrente de jato em baixos níveis da atmosfera. Nessas condições, não se descarta a ocorrência de temporais fortes ou severos, com granizo de diferentes tamanhos e rajadas acima de 100 km/h.
Melhora gradual na segunda metade da semana
Apesar da chuva persistente no início da semana, a tendência é de redução do risco de fenômenos severos a partir de quarta e quinta-feira (23). Ainda pode haver instabilidade em alguns locais, mas também devem ocorrer momentos de melhora no Rio Grande do Sul.
O cenário, segundo a previsão, concentra o pior da instabilidade entre domingo e quarta-feira, com maior atenção para o estado gaúcho. Depois disso, o tempo deve ficar menos perigoso, embora o acompanhamento das condições siga importante ao longo da semana.