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NOVA ONDA KELVIN

El Niño pode ganhar força com nova onda de águas quentes no Pacífico; entenda

Cientistas monitoram Onda Kelvin que pode intensificar o aquecimento do Pacífico e aumentar eventos extremos no clima

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Publicado em: 23/04/2026 às 12h:24 Última atualização: 23/04/2026 às 12h:27
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O surgimento de uma nova Onda Kelvin no Pacífico Oeste está sendo monitorado por cientistas que monitoram o clima global. O cenário, segundo a MetSul Meteorologia, aumenta o potencial de um episódio de El Niño mais forte neste ano, com o deslocamento de um novo pulso de águas muito quentes nas profundezas do oceano.

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Fenômeno pode impactar o clima em diversas regiões do planeta, influenciando padrões de chuva, temperatura e eventos extremos ao longo dos próximos meses | abc+



Fenômeno pode impactar o clima em diversas regiões do planeta, influenciando padrões de chuva, temperatura e eventos extremos ao longo dos próximos meses

Foto: Arquivo GES

A meteorologista Estal Sias explica que a chamada Onda Kelvin se caracteriza por ser um pulso de águas mais quentes que se desloca abaixo da superfície do mar, do Pacífico Oeste em direção ao Centro e Leste do oceano. Em determinadas áreas, as anomalias de temperatura podem ultrapassar 5°C acima da média.

Esse movimento ocorre após um período recente de La Niña, quando ventos alísios mais fortes empurram águas quentes para a região próxima à Ásia e Oceania, formando uma espécie de “estoque” de calor na superfície do Pacífico Oeste. Com o enfraquecimento desses ventos e episódios de inversão, surgem os “estouros de vento de oeste”, que fazem com que parte dessa água quente acumulada no Pacífico Ocidental volte para o Centro e o Leste do oceano.

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“Esse deslocamento não acontece de forma desorganizada. Ele ocorre através de ondas oceânicas chamadas Ondas Kelvin, que se propagam ao longo da linha do Equador”, destaca a especialista. “As ondas de Kelvin funcionam como pulsos de energia que viajam rapidamente pelo oceano, levando consigo essa água mais quente”, expõe.

Diferente das ondas comuns que vemos na praia, essas ondas não são visíveis na superfície como cristas e vales. São alterações no nível do mar e na profundidade da camada quente que avançam silenciosamente.

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À medida que avançam, essas ondas aprofundam a termoclina — camada que separa águas quentes superficiais de águas frias profundas —, reduzindo a subida de águas frias e favorecendo o aquecimento da superfície do mar.

“Esse processo dá origem a uma ‘língua’ de águas quentes que se estende ao longo do Pacífico equatorial, da costa da América do Sul até o centro do oceano. Essa configuração é a principal característica de um evento de El Niño”, salienta Estael.

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Nova Onda Kelvin é considerada uma das mais intensas do ano

Os especialistas pontuam que a atual Onda Kelvin é considerada uma das mais intensas registradas neste ano. Como o oceano já apresenta temperaturas elevadas abaixo da superfície, um reforço de estoque de água quente migrando para o leste deve aumentar ainda mais a quantidade de águas aquecidas abaixo da superfície do mar, aumentando o potencial de um El Niño de maior intensidade nos próximos meses.

Caso se confirme, o fenômeno pode impactar o clima em diversas regiões do planeta, influenciando padrões de chuva, temperatura e eventos extremos ao longo dos próximos meses.

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