No bairro Guarani, em Novo Hamburgo, uma escadaria une as ruas Silveira Martins e Júlio Adams. O caminho, que também é usado por estudantes do Colégio Estadual Dr. Wolfram Metzler, há 250 metros da escadaria, encurta para apenas 70 metros uma caminhada lomba acima em torno de meio quilômetro.

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial
Contudo, atualmente um trecho desta escada está completamente destruído por conta das chuvas, em especial, desde janeiro, quando uma erosão aumentou os estragos.
Quem se arrisca a passar, precisa fazer isso com todo o cuidado para evitar acidentes e, muitas vezes, atravessar torna-se a única opção para quem já iniciou a descida. Isso porque, quem acessa a escadaria pela parte de cima, na Rua Júlio Adams, não consegue enxergar o cenário em ruínas.
Luiz Otávio, de 42 anos, mora no bairro Jardim Mauá, próximo dali, mas diariamente utiliza a escadaria para ir e voltar do trabalho. “Tornou-se muito perigoso passar por aqui, precisamos caminhar se equilibrando no que ainda está de pé e não há nada sinalizando que há essa cratera ou interditando o caminho”, comenta.
Residente do bairro Guarani, João Oscar da Silva já abriu pelo menos dois protocolos junto à Prefeitura pedindo por intervenções, mas, segundo ele, a secretaria de Obras não deu previsão de conserto e há falta de funcionários.
“Dezenas de crianças passavam por aqui, mas agora não tem como. É uma vergonha e a cada dia piora mais, alguma coisa precisa ser feita antes que alguém se machuque”, reclama.
Acidentes
Ao lado da escadaria, mora o casal Kátia e Luiz Wiltgen. Ela conta que a erosão do caminho já levou parte de seu muro e ela teme que um deslizamento maior ocorra. “Atrás da minha casa tem uma outra casa, que eu alugo. E a locatária me chamou porque tinha aberto um buraco na lateral com esses desmoronamentos”, explica Kátia.
Para tentar conter a água “que corre como uma cascata em dias de chuva” e evitar que aumente o buraco junto ao muro, o marido concretou algumas pedras na tentativa de fazer o fluxo desaguar mais à frente.
Há alguns dias, conta a moradora, uma idosa caiu no buraco e não conseguiu sair sozinha. “Nós estávamos dentro de casa e ouvimos ela gritando por ajuda. Então saímos e fomos socorrê-la. Nesta segunda (19) mesmo, uma outra moça escorregou e machucou a bacia”, lamenta Kátia.
Em resposta na manhã desta quarta-feira (21), a Secretaria de Obras Públicas, Serviços Urbanos e Viários (Semopsu), por meio da Diretoria de Esgotos Pluviais, disse que “irá ao local analisar a demanda apresentada”.