Uma das escolas de samba mais tradicionais do Rio de Janeiro, a Portela contou na avenida as origens e a tradição do batuque, reconhecida como principal religião de matriz africana praticada no Sul do Brasil.
A história conta o enredo O Mistério do Príncipe do Bará — A oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande.

Foto: Alexandre Macieira | Riotur
Representantes da região foram para a Sapucaí, no Rio de Janeiro, para participar do desfile. O grupo Maçambique de Osório, a Rainha Ginga, Francisca Dias, e o Rei Congo, João Batista Rodrigues, desfilaram no segundo carro da escola.

Foto: Prefeitura de Osório
O RS ainda marca presença no desfile com o trabalho de pesquisa para o enredo realizado pela historiadora da Ufrgs, Fernanda Oliveira.
Enredo
Conforme o enredo, o príncipe do Bará seria o nobre Osuanlele Okizi Erupê, um líder religioso que no Brasil adotou o nome Custódio Joaquim de Almeida.
Osuanlele ou Custódio nasceu no Século 19 no golfo da Guiné (litoral ocidental da África) e morreu em Porto Alegre, na década de 1930.
As datas exatas de nascimento e morte, e a própria origem nobre são objeto de discussão entre historiadores e antropólogos, como indica estudo publicado pelo Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul.
Devotos
Conforme o IBGE, há proporcionalmente mais praticantes ou devotos de religiões de matriz africana no Rio Grande do Sul (3,2%) do que no Rio de Janeiro (2,6%).