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SAÚDE PÚBLICA

ESPOROTRICOSE: Casos da doença em gatos preocupam cidade do Vale do Sinos

Situação foi alertada pelo secretário de Proteção Animal; doença que atinge os felinos também pode ser transmitida para humanos

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Publicado em: 13/03/2025 às 17h:19 Última atualização: 13/03/2025 às 17h:20
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O aumento de casos de esporotricose, doença que atinge gatos e pode ser trasmitida para humanos, preocupa autoridades de São Leopoldo, no Vale do Sinos. A situação foi alertada pelo secretário de Proteção Animal (Sempa), Cláudio Giacomini, durante a sessão na Câmara de Vereadores na última terça-feira (11). 

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Situação foi alertada pelo secretário de Proteção Animal (Sempa), Cláudio Giacomini, durante a sessão na Câmara de Vereadores | abc+



Situação foi alertada pelo secretário de Proteção Animal (Sempa), Cláudio Giacomini, durante a sessão na Câmara de Vereadores

Foto: Monique Marcolin/PMSL

De acordo com ele, a doença causada por um fungo presente no solo e em madeiras, tem se proliferado após as enchentes e já foi registrada em gatos na maioria dos bairros da cidade.

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Dados apresentados por protetoras de animais e pela equipe da Sempa mostram que os casos de esporotricose têm crescido exponencialmente no Rio Grande do Sul. Em 2020, foram registrados 9 casos; em 2021, 85; em 2022, 209; e em 2023, o número saltou para 625. Em São Leopoldo, bairros como Arroio da Manteiga, Scharlau, Campina, São Miguel, Centro, Pinheiro, Feitoria e Vicentina já registraram casos confirmados da doença em felinos.

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A esporotricose é altamente contagiosa entre gatos e humanos, sendo transmitida principalmente por meio de feridas ou contato com o fungo. Gatos que têm acesso à rua estão mais vulneráveis, pois podem se contaminar em brigas com outros animais ou ao se esfregarem em árvores e superfícies infectadas.

O tratamento é longo, podendo durar de três a quatro meses, e caro, com custo aproximado de R$ 2.800 para 1.800 cápsulas de itraconazol, medicamento essencial para o combate à doença de em torno de 180 gatos ao mês. O SUS fornece a medicação para tratamento de humanos, porém não há fornecimento de recursos para tratamento dos animais.

O que está sendo feito 

A subnotificação de casos, tanto em animais quanto em humanos, a falta de infraestrutura e recursos para o tratamento em larga escala são os principais desafios observados pela pasta de Proteção Animal. 

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Contudo, a protetora Gisele Schuler e a funcionária da Sempa Gabriela Ávila apresentaram um projeto ao Executivo municipal que propõe a criação de um local específico para o tratamento e isolamento dos gatos infectados, além de auxílio veterinário e aquisição de medicamentos pelo poder público.

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O projeto também prevê campanhas de arrecadação de insumos, castração em massa e a implementação de um protocolo de adoção responsável, visando reduzir o número de gatos abandonados e com acesso à rua. “Com esse projeto, se conseguirmos implementar, com certeza vamos pelo menos minimizar esta situação”, afirmou Giacomini.

Saúde pública em risco 

A esporotricose representa um problema de saúde pública, especialmente para quem trabalha diretamente com o solo ou madeiras, além de protetores de animais e tutores de gatos. A doença pode ser fatal se não tratada adequadamente, tanto para os animais quanto para os humanos.

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A Prefeitura de São Leopoldo reforça a importância de a população ficar atenta aos sintomas da doença, que incluem feridas na pele, nódulos e lesões que não cicatrizam. Em caso de suspeita, é fundamental buscar atendimento veterinário ou médico imediatamente.

Enquanto a estrutura necessária para o tratamento em larga escala ainda não está disponível, a administração municipal afirma que trabalha em parceria com protetores independentes para conter a disseminação da doença e garantir o bem-estar dos animais e da população.

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Como ajudar 

A população pode contribuir com doações de medicamentos, insumos ou trabalho voluntário. Mais informações podem ser obtidas diretamente na Secretaria de Proteção Animal de São Leopoldo.

Sintomas da doença em gatos 

  • Feridas na pele que não cicatrizam
  • Nódulos ou caroços
  • Perda de apetite
  • Apatia

Em caso de suspeita, a orientação é evitar contato direto com o animal e procurar ajuda veterinária.

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Quais bairros de São Leopoldo têm casos confirmados 

  • Arroio da Manteiga
  • Scharlau
  • Campina
  • São Miguel
  • Centro
  • São José
  • Pinheiro
  • Feitoria
  • Morro do Espelho
  • Jardim América
  • Vicentina
  • Fião
  • Santa Tereza
  • Chácara dos Leões
  • Campestre
  • Duque de Caxias
  • Rio dos Sinos
  • Santos Dumont
  • Santo André 

Conforme a Prefeitura, áreas como Cristo Rei e Rio Branco ainda não registraram casos, mas a vigilância deve ser mantida em toda a cidade.

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