O governo do Rio Grande do Sul anunciou nesta segunda-feira (16) que vai reforçar a rede hospitalar para ampliar o enfrentamento de síndromes respiratórias, principalmente para o período de outono e inverno. Através do Programa Inverno Gaúcho, o Estado investirá R$ 100 milhões para preparar a estrutura para o período crítico de internações.

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Ao todo, serão 1.478 novos leitos, segundo a secretária da Saúde, Arita Bergmann. Do total, 1.014 serão clínicos, sendo 236 pediátricos e 778 adultos, e 464 de terapia intensiva, sendo 338 adultos e 126 pediátricos. Segundo a secretária, a expectativa é de que sejam abertos 40% do total de leitos entre abril e maio.
“Sabemos que o comportamento dos vírus não é linear e que ele pode se alterar de um ano para o outro. Mas o período mais crítico tem sido registrado na semana epidemiológica 20, que ocorre em maio – quando já estaremos preparados com mais de 600 novos leitos em funcionamento em todo o Estado. Até junho, o plano é abrir o restante”, explicou Arita. Ela complementou que, dos novos leitos disponibilizados entre abril e maio, 52 deles serão de terapia intensiva, e 106 leitos de suporte ventilatório para as crianças. Em maio, a expectativa é de habilitação de 135 novos leitos para a terapia intensiva e 311 leitos clínicos para tratamento de adultos.
Cadastro de hospitais
De acordo com a secretária, a portaria que regulamento a habilitação dos novos leitos está em fase final de ajustes. Em breve, deve ser publicada pela pasta. Os hospitais interessados já podem se cadastrar neste link.
Além disso, Arita detalhou que o Estado fará outras ações incorporadas à estratégia de combate às doenças respiratórias. “Vamos reforçar a campanha de vacinação, ainda no final de março, e investir em ações na atenção primária e nos pronto atendimentos. O orçamento de R$ 100 milhões do Programa Inverno Gaúcho com Saúde será usado tanto para ações na rede básica quanto para a abertura de leitos”, detalhou.
A secretária também afirmou que, em breve, a pasta implementará um serviço de teleUTI pediátrica, para o auxílio a crianças internadas na Unidade de Terapia Intensiva. “Uma equipe de médicos orientará sobre o manejo das crianças doentes e estará em contato direto com o médico que está realizando o atendimento, avaliando inclusive a necessidade de transferência para um leito de UTI”, explicou.