O sonho de construir um horto — terreno onde se cultivam plantas de jardim, legumes e hortaliças — na Escola Estadual Fernando Ferrari, de Campo Bom, está mais próximo de se tornar realidade. A instituição, que comemora 50 anos de fundação neste ano, possui uma extensa área verde, com árvores frutíferas e nativas da região. Esse espaço poderá ser ainda melhor aproveitado com as ideias sustentáveis da aluna Vitória Scotti, 16 anos, e seus professores de biologia, Ismar Scharlau, e de inglês, Márcia Schuh.
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Foto: Bruna de Bem/GES-Especial
A estudante do 2º ano é a única da região que chegou a final regional do programa Parlamento Juvenil do Mercosul (PJM) 2025, do Ministério da Educação (MEC). O projeto “A Sustentabilidade é o Único Caminho: Horto Escolar – Teoria e Prática” fomenta a educação ambiental por meio da utilização de técnicas agroflorestais, tornando os alunos ainda mais conscientes sobre o equilíbrio ecológico.
Votação popular
Apenas seis estudantes do Rio Grande do Sul participam da seleção. A escolha dos três projetos que disputarão a fase nacional ocorre pelo site gov.br/mec/pt-br/pjm. A votação, aberta para jovens de 14 a 29 anos, começou nesta quarta-feira (26) e vai até a sexta (28). Serão eleitos para participar da etapa nacional os três candidatos mais votados de cada Estado. São considerados eleitores todos os cidadãos residentes no Brasil, com limite de um voto por pessoa.
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Os jovens eleitos serão convocados para participar da cerimônia de posse e do curso de formação, em Brasília, no mês de julho. Durante o evento, eles receberão orientações sobre sua atuação como parlamentares juvenis. Os custos da participação serão subsidiados pelo MEC.
No curso de formação, serão escolhidos um titular e dois suplentes por unidade da federação. Os titulares, 27 estudantes no total, representarão o Brasil na etapa internacional do programa, que ocorrerá em Foz do Iguaçu, entre os dias 11 e 13 de agosto.
Jovens no protagonismo das discussões climáticas
Conforme o professor Ismar, a principal ideia do projeto é colocar o jovem no protagonismo das discussões climáticas. “Eles se envolverão com a situação não só da cidade, mas de todo o Estado em relação aos fatores climáticos e sobre o que poderão fazer a respeito disso”, destaca.
O professor acredita que a proposta tenha surgido ao perceber os jovens cada vez mais afastados da natureza. “Precisamos formar o sujeito ecológico. Com o horto, os alunos poderão coletar sementes e produzir mudas de árvores. Será um laboratório vivo na escola”, salienta.
Após a premiação, a ideia é colocar a mão na terra e dar início ao horto, contando com o apoio da comunidade escolar. “Todos poderemos cultivar e, assim, entender na prática como cuidar melhor do meio ambiente. A produção de verduras e legumes será para uso de todos”, explica Vitória.
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