A quinta-feira (13) foi de expectativa e de reencontros nas escolas da rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul. Em São Leopoldo, são 27 escolas da rede, totalizando 11.958 alunos matriculados, segundo a 2ª Coordenadoria Regional de Educação (2ª CRE). O retorno às salas de aula estava previsto inicialmente para segunda-feira (10), mas foi adiado devido a uma liminar obtida pelo Cpers Sindicato em razão do calor extremo.

Foto: Renata Strapazzon/GES-Especial
Na Escola de Ensino Fundamental Mário Quintana, no bairro São Miguel, 92 alunos do 1º ao 5º ano deram a largada no ano letivo com esperança de um período melhor do que foi em 2024. Em maio do ano passado, a escola foi severamente atingida pela enchente. No local, as águas chegaram aos mais de três metros de altura. “A expectativa é de um ano mais tranquilo, para que possamos desenvolver toda a questão pedagógica sem intercorrências do clima”, destaca o diretor Daniel Fogaça.
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Segundo ele, o calor, principal motivo do adiamento do retorno das aulas, não é problema na instituição. “Todos os nossos ambientes têm ar-condicionado, incluindo as cinco salas de aulas, refeitório, biblioteca, sala dos professores”, conta.
Nas salas climatizadas, alunos como as amigas Kerollyn Lopes e Mellany Gonçalves da Silva, ambas de 7 anos, aproveitaram a manhã para matar a saudade pós-férias. Alunas do 2º ano, as meninas terão aulas com a professora titular Rosane Vargas e a estagiária Isadora dos Santos. “Espero que tenhamos um ano melhor somente com coisas boas”, comenta Rosane.
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No quarto ano, os alunos da professora Cláudia Tatiana Brito, começaram o ano fazendo planos. “Eles criaram uma cápsula do tempo onde colocaram três objetivos para o ano, os que eles pretendem melhorar, e escreveram uma carta para eles mesmos. A cápsula será aberta no último dia de aula”, explica.
“Que seja um ano normal”, diz diretor do Pedrinho
No Instituto Estadual de Educação Pedro Schneider, o Pedrinho, 1,2 mil estudantes retornaram às aulas. Segundo o diretor Vinícius Vilella, das 25 salas de aula da escola, 14 contam com ar-condicionado. “Aquelas que ainda não têm ar, contam com dois ventiladores cada uma delas”, diz. Segundo ele, apesar de falta de alguns professores, merendeiras e servidores da limpeza no quadro, a expectativa é boa para o ano letivo de 2025.
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“Estamos ansiosos para que este seja um ano normal. Estamos tendo anos atípicos desde 2020 com pandemia, interdição da escola, enchente. Então, que em 2025 nossos alunos possam se desenvolver e que nossos profissionais possam trabalhar com tranquilidade, sem eventos climáticos extremos”, completa.