Três ex-dirigentes do Brasil de Pelotas foram denunciados por envolvimento em um esquema de desvio de recursos do clube. Eles respondem por associação criminosa e apropriação indébita majorada, com prejuízo superior a R$ 700 mil.
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Foto: MPRS
Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), uma investigação identificou que o grupo usou empresas em nomes próprios para ocultar valores desviados de bilheterias, patrocínios e premiações. O esquema, segundo as apurações, funcionou entre o fim de 2021 e junho de 2024, durante a antiga gestão do clube.
Altos valores desviados
Um dos episódios apontados como mais graves envolve R$ 471 mil da premiação da Copa do Brasil de 2023. O valor teria sido depositado diretamente na conta de um dos denunciados, que repassou apenas parte do montante ao clube Xavante.
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Outro ex-dirigente teria se apropriado de R$ 102 mil em cheques de patrocinadores, enquanto o terceiro é acusado de desviar R$ 196 mil por meio de contratos de prestação de serviços. O Ministério Público também pede indenização mínima de R$ 770 mil, correspondente ao dano causado à instituição esportiva.
Como foi a operação em julho
As investigações começaram a partir de uma denúncia feita pela atual direção do Brasil de Pelotas, que identificou inconsistências nos repasses financeiros deixados pela gestão anterior. Com isso, iniciou a Operação Marcola, deflagrada em 10 de julho deste ano. A operação tem esse nome em alusão a um torcedor ícone que ganhou uma estrela na calçada da fama do Bento Freitas: Argemiro Severo Gonçalves, o Marcola, falecido em 2002.
Na ocasião, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em Pelotas e Contagem (MG), onde reside um dos investigados. As ações ocorreram no estádio Bento Freitas, em empresas, escritórios e nas casas dos suspeitos.
O objetivo da operação foi apreender documentos, como contratos, pagamentos e notas fiscais, além de anotações diversas, dinheiro, celulares, notebooks e mídias digitais sobre irregularidades ocorridas entre 2021 e 2023.
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