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PERIGO

Fio solto na via enrosca no pescoço de jovem e provoca queda de moto no litoral norte

Estudante — que teve ferimentos no pescoço, no queixo e no braço —, quer que empresa responsável pela fiação seja punida

Publicado em: 11/12/2025 às 20h:17 Última atualização: 11/12/2025 às 20h:23
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No último sábado (6), a estudante Isabela Bossle Hoffmann, de 20 anos, sofreu um acidente ao passar de moto pela Rua Firmiano Osório, em Tramandaí. Por volta das 15 horas, a jovem foi derrubada por um fio solto que estava na altura de seu pescoço.

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Isabela Bossle Hoffmann ficou ferida após colidar contra fio solto em Tramandaí | abc+



Isabela Bossle Hoffmann ficou ferida após colidar contra fio solto em Tramandaí

Foto: Arquivo pessoal

O caso repercutiu na internet esta semana após publicação do perfil Litoral Norte 24hs no Instagram. Segundo Isabela, ela se dirigia a uma loja de doces próxima de sua casa em busca de xarope de guaraná. A estudante ressalta que costuma passar com frequência pela rua e destacou que a presença de fios soltos é um problema antigo em Tramandaí, perceptível em diversos pontos da cidade.

Conforme o relato, o dia estava ensolarado e ela usava óculos escuros. A jovem conduzia uma moto elétrica, com velocidade de cerca de 20 km/h, quando o fio prendeu em seu pescoço. A lente dos óculos, de acordo com ela, dificultou ainda mais a percepção do perigo.

O momento da queda

Isabela que caiu bruscamente para o lado direito. O fio causou escoriações no pescoço e no queixo e, ao tentar proteger a cabeça durante a queda, acabou machucando o braço direito. Moradores que estavam próximos prestaram socorro imediato.

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“Eu me sinto revoltada, isso é negligência, eu poderia ter morrido. Vi toda a minha vida passar pelos meus olhos quando senti o fio me derrubar, pensei nos meus pais, nos meus animais, nos meus amigos, na dor”, disse.

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“Eu me senti culpada, como se fosse minha culpa ter enroscado no fio, lembro que pedi desculpas a minha mãe quando ela veio correndo me buscar. Lembro também dos meus gritos de dor e do desespero dela”, acrescentou.

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Atendimento e consequências

A estudante, então, foi encaminhada a uma Unidade de Pronto Atendimento para tratar dos ferimentos. Ela afirma que, apesar de não ter sofrido lesões graves, ainda sente dores e irritação diante da insegurança causada pela fiação exposta.

Segundo Isabela, sua intenção é procurar a empresa responsável e exigir que todas as entidades envolvidas assumam a responsabilidade. Ela defende que medidas sejam tomadas para evitar novos acidentes e que haja justiça não apenas por seu trauma, mas também por outras vítimas de fios elétricos soltos.

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A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Tramandaí e com a CEE Equatoria. A administração municipal ainda não retornou. O espaço segue aberto.

Confira, na íntegra, a nota da CEEE Equatorial

“A CEEE Equatorial lamenta o ocorrido com a motociclista na Rua Firmiano Osório, em Tramandaí. Assim que tomou conhecimento do fato, a distribuidora adotou medidas emergenciais para apurar a situação e constatou que o acidente foi causado por fios de telefonia.

Em caráter de urgência, a companhia notificou as operadoras de telecomunicações que utilizam a estrutura onde estavam instalados os cabos danificados, solicitando as adequações técnicas necessárias para a eliminação do risco.

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A distribuidora esclarece que os postes são utilizados em regime de compartilhamento de infraestrutura entre a CEEE Equatorial e as prestadoras de serviços de telecomunicações. Cabe às empresas de telecomunicações a manutenção e a padronização de seus cabos e equipamentos, que devem estar em conformidade com as normas técnicas vigentes, conforme a Resolução Conjunta nº 4/2014 da Aneel e Anatel.

Nos casos em que a população identificar situações de risco envolvendo fios soltos, a orientação é registrar a ocorrência por meio da Central de Atendimento da distribuidora, no número 0800 721 2333. Após uma avaliação prévia, a CEEE Equatorial notificará as operadoras responsáveis.”

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