O frio deve permanecer no Rio Grande do Sul por um bom tempo. Conforme a meteorologista Estael Sias, da MetSul Meteorologia, a massa de ar polar que ingressou no Estado na última semana ganhou força com um reforço no domingo (10), o que levou às menores temperaturas do ano nesta segunda (11) e terça-feira (12), com marcas negativas e geada.
Clique aqui e siga o ABCmais como sua fonte favorita no Google

Foto: Paulo Pires/GES
O cenário agora é outro em relação ao registrado até então. Ao contrário das outras massas de ar frio que passaram pelo Sul do País neste ano, quando as temperaturas baixavam por poucos dias antes da volta do calor, a atual incursão polar deve ter duração maior.
Não haverá tempo para um aquecimento maior, embora a massa de ar frio comece a perder força gradualmente. As madrugadas de quarta-feira (13) e quinta (14) ainda terão frio intenso, enquanto a elevação das temperaturas será mais percebida durante as tardes.
Chegada de novas massas de ar frio
Ainda entre esta quinta e sexta-feira (15), haverá o ingresso de uma nova massa de ar frio. Desta vez, o sistema terá trajetória oceânica, mantendo as temperaturas baixas sobre o Sul do Brasil. Embora não seja intenso, deve prolongar o período de frio.
LEIA MAIS: Interior de Gramado e Canela registram formação de geada nesta terça-feira
Além disso, outra massa de ar frio, mais intensa e de trajetória continental, deve avançar entre domingo (17) e segunda-feira (18), provocando uma nova e acentuada queda nas temperaturas.
Por isso, sob influência de ar mais frio e seco, a próxima semana deve ter sequência de madrugadas geladas, com temperaturas abaixo de zero em várias cidades e formação de geada em grande parte do Estado.
Sequência de massas de ar frio deve marcar as próximas semanas
Modelos de previsão do tempo indicam, segundo a meteorologista, que as próximas semanas devem ser marcadas pela chegada de uma sequência de massas de ar frio, cenário que pode se estender até o começo do próximo mês.
“O que chama a atenção é que o modelo de médio a longo prazo europeu sinaliza que este padrão de temperaturas abaixo da média com sucessivas incursões de ar frio poderia persistir até o final do mês e talvez avançando até o começo de junho”, aponta Estael.
CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NA COMUNIDADE DO ABCMAIS NO WHATSAPP
E esse cenário não ocorre por acaso. A especialista destaca que o prolongamento do frio está associado à fase negativa da Oscilação Antártica. “Neste padrão, o cinturão de ventos ao redor da Antártida enfraquece e se desloca mais ao norte, favorecendo uma maior ondulação da corrente de jato e abrindo o chamado ‘corredor polar’.”
Isso facilita a entrada de massas de ar frio e também aumenta o potencial para episódios de chuva intensa e ciclones no Sul e Sudeste da América do Sul. O fenômeno ajuda a explicar a previsão de aumento significativo da chuva no Paraná e em São Paulo na segunda metade deste mês.
%MCEPASTEBIN%