O padrão atmosférico no Hemisfério Sul mudou e agora desfavorece a chegada de incursões de ar frio de origem polar mais intensas ao Brasil. A avaliação é da MetSul Meteorologia, que aponta a Oscilação Antártica como um dos principais fatores dessa alteração na circulação de ventos.
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Foto: Paulo Pires/GES
Oscilação Antártica muda a circulação
No começo do mês, a oscilação favoreceu a entrada de massas de ar frio mais fortes, mas o cenário se inverteu no fim de maio e seguirá assim no início de junho. A Oscilação Antártica voltou para a fase positiva, o que significa ventos mais intensos ao redor da Antártida e menor propensão ao avanço do ar polar em direção às latitudes médias.
Segundo a análise, essa mudança reduz o escape de ar frio do continente antártico e dificulta que novas ondas de frio atinjam o território brasileiro com a mesma intensidade observada anteriormente.
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Período recente teve frio prolongado
A fase favorável da Oscilação Antártica ajudou a prolongar o frio no Cone Sul da América do Sul. Foram 13 dias com temperaturas predominantemente abaixo da média no Estado, em alguns momentos muito inferiores à climatologia histórica, resultado da passagem de três massas de ar frio em sequência.
Duas dessas incursões foram de maior intensidade e contribuíram para o resfriamento expressivo observado no Rio Grande do Sul a partir do dia 8 deste mês. Esse cenário, porém, tende a perder força com a mudança atual na circulação atmosférica.
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Perspectiva para os próximos dias
Modelos meteorológicos indicam que a Oscilação Antártica pode apresentar um pico positivo neste fim de maio, reforçando a presença de ventos mais fortes em torno da Antártida. Isso dificulta a formação de trajetórias favoráveis para que o ar frio avance com mais facilidade até o Brasil.
Na prática, a tendência é de menor probabilidade de novas incursões de frio polar mais intenso nas próximas semanas, embora a evolução do tempo siga dependente do comportamento dos sistemas atmosféricos no Hemisfério Sul.